A Central Mall inaugurou em Xinjiekou, em Nanquim, em 12 de janeiro de 1936, fundada por um grupo de industriais para vender produtos de fabricação chinesa, e abriu capital na Bolsa de Xangai em 2000. Ao longo das décadas, cresceu da loja principal para uma rede de lojas de departamentos em Jiangsu e além — a maior loja estatal de Xuzhou juntou-se em 2004 — e sobrepôs ao varejo um negócio de incorporação imobiliária, financiado por empréstimos crescentes.
As duas camadas ruíram juntas. A receita do primeiro semestre de 2025 caiu 11,96%, para ¥1,168 bilhão, e a empresa passou a registrar prejuízo; o relatório anual de 29 de abril de 2026 mostrou receita anual recuando 6,99%, para ¥2,137 bilhões, e prejuízo de ¥393 milhões, ampliado ante os ¥148 milhões de 2024. As provisões para perdas somaram ¥134 milhões — ¥126 milhões sobre estoque de incorporação não vendido e ¥8,2 milhões de ágio. A loja de Xuzhou foi fechada como "fechamento estratégico", com rescisões de contratos, baixas de ativos e multas de locação, e uma subsidiária pagou impostos atrasados e encargos após autofiscalização.
O balanço é o cerne da história: índice de endividamento de 97,14% — ¥9,541 bilhões de dívida contra ¥9,824 bilhões de ativos — e patrimônio líquido caindo 60,54% em um ano, para ¥273 milhões. O caixa era de ¥137 milhões contra ¥3,892 bilhões em empréstimos de curto prazo, dos quais ¥393 milhões estavam vencidos, além de ¥1,262 bilhão de dívida de longo prazo com vencimento no ano. O estoque é dominado por imóveis não vendidos: ¥3,932 bilhões após ¥739 milhões em baixas acumuladas. O que ainda funciona é pequeno: fluxo de caixa operacional de ¥359 milhões, alta de 14,25%, e receita de locação — 33,71% da receita, com margem bruta de 99,55%.
A loja manteve o fluxo de caixa do varejo, mas a dívida imobiliária o superou: ¥3,9 bilhões em empréstimos de curto prazo, ¥393 milhões vencidos e um índice de endividamento de 97,14% fizeram do balanço o cerne da história.
O negócio imobiliário construído ao lado das lojas tornou-se o problema inteiro: ¥3,932 bilhões em estoque de incorporação não vendido, baixado em ¥739 milhões, valendo menos que a dívida que o financiou.
A alavancagem superou o varejista que a sustentava — índice de endividamento de 97,14%, ¥3,892 bilhões em empréstimos de curto prazo contra ¥137 milhões em caixa e ¥393 milhões já vencidos.
O núcleo continuou encolhendo enquanto a conta crescia: a receita do exercício de 2025 caiu 6,99%, o prejuízo se ampliou para ¥393 milhões, e as correções do ano — fechar Xuzhou, pagar impostos atrasados — todas custaram dinheiro.
A lição
Uma loja de departamentos de noventa anos tomou empréstimos para construir imóveis, e os imóveis agora valem menos que a dívida ao lado deles. O varejo ainda gera caixa; o balanço já não espera por ele.
O relatório anual não oferece resgate: ¥3,892 bilhões em dívida de curto prazo a rolar contra ¥137 milhões em caixa, mais ¥1,26 bilhão vencendo no prazo de um ano, e um estoque imobiliário que o mercado reavalia mais rápido do que ele pode ser vendido. O caminho declarado é o que todo varejista regional em dificuldade percorre — encolher as lojas de departamentos, defender o ponto central de Xinjiekou, apoiar-se na receita de locação com sua margem de 99,55%. Se os credores rolarão os ¥393 milhões vencidos enquanto isso acontece não está nas mãos da empresa.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Tencent News — Central Mall H1 2025: revenue down 11.96%, swings to ¥8.77M loss, cash covers 5.92% of current liabilities, 2025-08-28 news.qq.com
- Central Mall 2025 annual report, filed 2026-04-29 stockmc.xueqiu.com
- AIGBK — Central Mall (600280) 2025: loss widens to ¥393M, ¥393M of borrowings overdue, net assets down 60.54%, 2026-04 aigbk.com