A Braid, fundada em janeiro de 2019 por Amanda Peyton e Todd Berman (que saiu em 2020), queria tornar as carteiras compartilhadas algo mainstream: contas multiusuário com seguro FDIC que permitissem a amigos e familiares juntar, administrar e gastar dinheiro em conjunto — por exemplo, economizar para uma viagem à Europa e pagar a passagem aérea com um cartão de débito da marca. A startup de São Francisco levantou US$ 10 milhões em várias rodadas com a Index Ventures, a Accel e outros.
O fim começou com seu banco patrocinador. Problemas com o banco deixaram a empresa de pagamentos 'efetivamente em coma de julho de 2022 a janeiro de 2023', escreveu Peyton em seu post de encerramento. 'Foi sombrio — éramos uma empresa de pagamentos processando US$ 0 em volume de pagamentos.' A Braid encontrou um novo banco patrocinador, mas continuou a enfrentar dificuldades, e fechou as portas em setembro de 2023.
O post-mortem de Peyton também contestou uma ortodoxia das startups: a de que usar software de terceiros permite que uma empresa avance mais rápido em sua oferta principal. 'O que encontramos, em vez disso, foi que cada parceiro adicional tinha o potencial de quebrar grandes e importantes partes da nossa stack', escreveu ela — após várias migrações dolorosas, 'se havia algo que pudéssemos construir nós mesmos no Retool, nós construíamos', e construir majoritariamente internamente 'foi a única forma de nossa economia unitária funcionar'.
US$ 10 milhões levantados com a Index Ventures, a Accel e outros; a empresa encerrou as atividades em setembro de 2023, quatro anos após a fundação.
Uma startup de pagamentos ao consumidor vive ou morre por seu banco patrocinador; quando essa relação se rompeu, a Braid processou US$ 0 em volume de pagamentos por seis meses.
Mesmo após garantir um banco patrocinador substituto, a empresa não conseguiu reconstruir o impulso após o coma de meio ano.
Dependências de terceiros empilhadas criaram fragilidade: cada parceiro adicional 'tinha o potencial de quebrar grandes e importantes partes da nossa stack'.
A lição
No fintech, toda dependência alugada é um ponto único de falha: se um parceiro pode congelar todo o seu produto, seu roteiro não é seu.
A Braid encerrou as atividades com cada dólar de cliente sacado e cada funcionário 'tratado com cuidado', segundo Peyton, que disse não ter arrependimentos — e depois comprou a propriedade intelectual da Braid em um leilão, afirmando que ainda vê 'enorme, gigantesca oportunidade' em pagamentos.
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As fontes
- Consumer payments startup Braid, backed by Index and Accel, shuts down TechCrunch · techcrunch.com ·