A Tower Records construiu uma rede nacional de grandes lojas de música ao longo dos anos 1990, financiando uma expansão acelerada com dívidas que pressupunham a continuidade do crescimento das vendas de CDs. Esse crescimento se reverteu nos anos 2000 sob duas pressões simultâneas: a pirataria digital reduziu a demanda por música comprada, e grandes varejistas como Walmart e Best Buy minaram os preços da Tower nos CDs que as pessoas ainda compravam.

A Tower pediu sua primeira concordata em fevereiro de 2004, reestruturando parte de sua dívida sem resolver o declínio subjacente das vendas. O faturamento continuou caindo — de cerca de US$ 1 bilhão em 2004 para aproximadamente US$ 430 milhões em 2005 — e a empresa pediu uma segunda concordata, terminal, em 20 de agosto de 2006, desta vez sem nenhum plano de recuperação anexado.

A Great American Group venceu o leilão de liquidação da concordata em 6 de outubro de 2006 com uma oferta de US$ 134,3 milhões e começou a liquidar imediatamente todas as unidades remanescentes nos EUA. A Tower Records fechou todas as lojas nos EUA até dezembro de 2006, deixando cerca de US$ 210 milhões devidos a credores e custando o emprego de cerca de 3.000 funcionários.

A dívida permaneceu fixa enquanto o faturamento caiu de US$ 1 bilhão para US$ 430 milhões em um ano, forçando uma liquidação que custou 3.000 empregos e deixou US$ 210 milhões devidos.

A dívida assumida para financiar a expansão dos anos 1990 deixou a empresa com obrigações fixas que ela não conseguia honrar quando as vendas de CDs começaram a declinar.

A pirataria digital e a concorrência de preços das grandes redes atingiram a mesma categoria de produto — as vendas de CDs — ao mesmo tempo, agravando a queda do faturamento em vez de diluí-la.

A primeira concordata, em 2004, reestruturou a dívida, mas não alterou o modelo de negócios subjacente, de modo que as mesmas pressões continuaram depois.

A queda do faturamento em mais da metade em um único ano, de US$ 1 bilhão para US$ 430 milhões, não deixou tempo para encontrar uma nova estratégia antes da segunda concordata, terminal.

A dívida de expansão assumida durante os anos de crescimento se torna o que mata um varejista quando esse crescimento se reverte — a dívida não encolhe junto com as vendas.

A Tower Records encerrou totalmente suas operações nos EUA até o fim de 2006. A marca e algumas lojas licenciadas internacionais continuaram operando separadamente em outros países, e o nome Tower Records foi posteriormente reativado para uso limitado em comércio eletrônico, sem um retorno à sua antiga rede de lojas nos EUA.

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As fontes

  1. Tower Records — Wikipedia en.wikipedia.org
  2. What Happened to Tower Records: How Streaming Killed It tms-outsource.com