A Shiseido entrou no período pós-pandemia apostando que o comércio eletrônico chinês era a chave para a recuperação em um mercado com o qual contava. A gigante japonesa da beleza avançou agressivamente nos canais online — e a estratégia se mostrou de dois gumes, informou a Nikkei Asia em junho de 2023: uma abordagem focada no online que não conseguiu aumentar os lucros.

Os danos apareceram nos dois fronts. A atuação em um mercado de guerras de preços entre plataformas prejudicou a imagem da marca da empresa na China e, em meados de 2023, o impulso havia resultado no primeiro prejuízo da Shiseido na China em sete anos.

Seu primeiro prejuízo na China em sete anos, com a imagem da marca em seu mercado-chave prejudicada pela guerra de preços do comércio eletrônico.

A aposta na recuperação baseou-se em vendas online fortemente baseadas em descontos, arrastando uma marca premium para as guerras de preços do comércio eletrônico das plataformas chinesas.

A venda liderada por preço prejudicou a imagem da marca da Shiseido na China, o mercado-chave em torno do qual a estratégia foi construída.

Uma estratégia focada no online que não conseguiu aumentar os lucros deixou volume sem margem, terminando no primeiro prejuízo na China em sete anos.

No comércio eletrônico impulsionado por descontos, buscar vendas de recuperação com base no preço pode corroer a imagem premium que justificava o preço — e ainda assim não entregar lucro.

Conforme o relatório da Nikkei de junho de 2023, a Shiseido planejava uma retomada centrada na reconstrução da marca que seu impulso no comércio eletrônico havia atingido.

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As fontes

  1. Shiseido plans comeback in China after double-edged online push Nikkei Asia · asia.nikkei.com ·