Em 2019, um tribunal do Reino Unido decidiu, em Islestarr Holdings Ltd v Aldi Stores Ltd, que a paleta de contorno LACURA de £6,99 da Aldi infringiu os direitos autorais sobre o design da paleta Filmstar Bronze and Glow de £49 da Charlotte Tilbury. A Aldi perdeu.

O modelo persistiu. O Nanjinger informou em 27 de setembro de 2026 que a Shiseido processou a Aldi China, a fabricante do produto e uma operadora de loja da Aldi em Xangai por concorrência desleal: um primer LACURA de ¥24,9 cuja embalagem se assemelha muito ao primer CPB de ¥540 da Shiseido — uma diferença de mais de vinte vezes. O caso está pendente, com audiência prevista no Tribunal Popular da Nova Área de Pudong, em Xangai, em 5 de novembro de 2026.

As apostas cresceram com a própria Aldi China: a receita subiu de ¥750 milhões em 2022 para cerca de ¥4 bilhões em 2025, segundo rankings da China Chain Store & Franchise Association, ultrapassando 100 lojas até março de 2026, com mais de 90% do que vende sob sua própria marca e lojas limitadas a menos de 2.000 SKUs. O Nanjinger, citando o Southern People Weekly, enquadra a disputa como uma mudança no controle de prateleira, dos fabricantes para os varejistas que os abastecem.

Uma decisão de infração perdida no Reino Unido em 2019; uma audiência de concorrência desleal em Xangai marcada para 5 de novembro de 2026.

A LACURA existe para ecoar produtos de marca a uma fração do preço, e a embalagem quase idêntica faz parte desse sinal de valor.

No caso britânico, o eco cruzou a linha e infringiu os direitos autorais sobre o design da paleta da Charlotte Tilbury, e o tribunal ficou do lado da Islestarr.

Um primer de ¥24,9 contra um original de ¥540 deixa margem para absorver custos jurídicos em muitos mercados, o que mantém o modelo racional.

Cada caso nacional é independente: perder em Londres em 2019 não impediu que uma apresentação semelhante chegasse às prateleiras de Xangai.

Apresentações copiadas compram velocidade de prateleira com processos judiciais; quando a marca copiada a segue em cada novo mercado, a estratégia continua pagando contas jurídicas.

A audiência em Xangai está marcada para 5 de novembro de 2026; o material não registra apresentação de defesa. O precedente britânico permanece como a derrota da Aldi em Islestarr v Aldi, e o processo da Shiseido — uma alegação, não uma conclusão — testa o mesmo manual de cópia em um mercado onde a participação de marca própria da Aldi ultrapassa 90%.

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As fontes

  1. Shiseido Sues Aldi over a ¥24.9 Primer that Resembles Its ¥540 Rival The Nanjinger · thenanjinger.com ·