As quatro maiores operadoras de SPA da Coreia fizeram a mesma escolha de marketing: rotular couro sintético como verde. A Musinsa Standard usou a hashtag '#에코레더' (#EcoLeather) em produtos cujo tecido foi comprado no exterior sem qualquer credencial ambiental; a Topten vendeu 'Eco Leather' como '친환경 가치소비' — consumo de valor ecologicamente correto; a SPAO imprimiu 'ECO LEATHER 100%' e 'material ecologicamente correto'; a Zara colocou termos ecológicos em produtos de couro animal. Todos esses itens eram poliéster ou poliuretano — plástico petroquímico.

Em 15 de maio de 2025, a Comissão de Comércio Justo (KFTC) decidiu que as alegações violavam a Lei de Justiça em Rotulagem e Publicidade: 'eco', 'sustentável' e 'material ecologicamente correto' foram usados sem evidência de qualquer benefício ambiental em relação às alternativas. As empresas escaparam de multas — apenas advertências, porque corrigiram os anúncios após serem confrontadas —, mas a decisão foi deliberada: a primeira sanção de greenwashing contra a indústria da moda desde que as diretrizes de rotulagem ambiental foram reformuladas em agosto de 2024.

A KFTC enquadrou as advertências como definição da linha de base: linguagem ecológica vaga em etiquetas e páginas de produtos deixou de ser uma palavra de efeito e passou a ser uma alegação que exige comprovação.

Primeira sanção de greenwashing da moda na Coreia: a KFTC decidiu que 'eco' em couro plástico era uma alegação não comprovada, não uma palavra de efeito, e forçou a retirada do termo das quatro marcas.

As quatro marcas trataram 'eco' como tempero de marketing para um material petroquímico porque ninguém estava verificando.

As alegações estavam em linhas baratas de couro sintético, onde uma história verde vale mais e a verificação custa mais.

A revisão das diretrizes de agosto de 2024 transformou uma prática tolerada em violação da noite para o dia — as marcas não se ajustaram a tempo.

'Eco' em uma etiqueta é uma alegação, não uma palavra de efeito. Quatro marcas nacionais o colocaram em couro plástico e receberam a primeira sanção de greenwashing da indústria da moda — agora toda alegação verde precisa de comprovação.

As quatro empresas corrigiram a rotulagem e a publicidade sinalizadas pela KFTC. A advertência tornou-se o caso de referência para alegações ambientais no varejo de moda coreano, com o regulador declarando que manteria fiscalizações concentradas no setor.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Korea Fair Trade Commission — "Greenwashing labeling and advertising by four SPA fashion brands", May 2025 (official ruling: Musinsa, Shinsung Trading, E-Land World, ITX Korea warned under the Fair Labeling and Advertising Act) ftc.go.kr
  2. Chosun Biz — "'Eco leather', it turned out… KFTC sanctions Musinsa, Topten and 2 other fashion firms", 15 May 2025 (specific claims per brand: #EcoLeather, 'eco-friendly value consumption', 'ECO LEATHER 100%') biz.chosun.com
  3. Seoul Economic Daily — "Musinsa, Topten, Zara 'eco-friendly' marketing braked… KFTC", 15 May 2025 (first fashion-industry sanction after the August 2024 environmental labeling guideline revision) sedaily.com
  4. Hankyoreh — "Chemical-fabric faux leather is eco-friendly? Musinsa, Topten, SPAO sanctioned", May 2025 (polyester/polyurethane materials; no environmental benefit over alternatives) hani.co.kr