A partir de meados de junho de 2025, a Flipkart mudou a forma como cobra os vendedores pela entrega: em vez de uma taxa de frete separada, os custos foram agrupados sob 'taxas GTA' — taxas da Goods Transport Agency, uma categoria de GST para transportadores rodoviários que pode ser tributada a alíquotas menores ou isentada, uma concessão destinada a pequenos transportadores. Em uma fatura analisada, um pedido de ₹17.718 foi dividido entre várias entidades do grupo Flipkart, com ₹281 de 'GT Charges' cobrados com GST de 0%, além de uma 'protect fee' de ₹99 e ₹135 em taxas de manuseio de ofertas e de cartão de crédito.

O efeito foi óptico e financeiro: um vendedor que antes contabilizava ₹100 de receita numa venda de ₹118 e pagava ₹5 de entrega agora contabiliza apenas ₹95, enquanto a Flipkart contabiliza os ₹5 em seu próprio faturamento. Vendedores disseram ao Mint que a reestruturação reduziu as receitas de e-commerce em cerca de 15% ao ano e em cerca de 2% no nível da empresa como um todo, foi implementada sem consulta e embaralha as negociações de crédito quando as vendas reportadas caem. 'Como as regras podem ser diferentes para a Flipkart e a Amazon?', perguntou um vendedor de Jaipur com faturamento de ₹2,77 crore.

Uma federação de vendedores denunciou a cobrança em um comunicado à imprensa de 23 de agosto, e advogados tributaristas disseram que reclassificar artificialmente taxas de plataforma como taxas de transporte arriscava a re-caracterização e exigências com base nas Seções 73 e 74 da GST — 'um artifício simulatório para evitar a GST', nas palavras de um escritório. Em 17 de setembro de 2025, uma emenda à GST com efeito a partir de 22 de setembro excluiu da definição de GTA os operadores de e-commerce que prestam ou facilitam a entrega, fechando a via. A Flipkart não respondeu às perguntas da imprensa.

Vendedores relatam um corte anual de cerca de 15% no faturamento de e-commerce; a emenda à GST fechou a via, com possíveis exigências fiscais com base nas Seções 73/74.

A isenção de GTA foi concebida para pequenos transportadores rodoviários, não para uma plataforma de marketplace que encaminha milhões de encomendas.

A mudança foi implementada primeiro e explicada depois — o e-mail com a tabela de tarifas só foi enviado no final de julho, depois que as marcas começaram a perguntar.

Ela distorceu a receita reportada dos vendedores em relação a outros marketplaces, ameaçando suas relações de empréstimo e crédito.

A economia esperada era grande o suficiente para que o governo alterasse a lei especificamente para excluir os operadores de e-commerce.

A engenharia tributária que silenciosamente reduz a receita reportada de seus parceiros acaba atraindo o regulador — e a lei é reescrita para fechar a sua porta específica.

A emenda de 22 de setembro de 2025 exclui os operadores de e-commerce da definição de GTA, quer entreguem eles próprios ou por meio de empresas do grupo. Especialistas tributários disseram que as faturas poderiam ser re-caracterizadas e adicionadas ao valor tributável, com possíveis exigências fiscais com base nas Seções 73 e 74.

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As fontes

  1. Sellers on Flipkart cry foul as tax invoicing rejig hits margins Mint (Livemint) · livemint.com ·