Em 30 de maio de 2017, a Autoridade Monetária de Singapura (MAS) aplicou S$1,6 milhão em penalidades — S$900 mil ao United Overseas Bank e S$700 mil ao Credit Suisse — após inspeções revelarem violações de combate à lavagem de dinheiro, incluindo diligência devida fraca sobre clientes e escrutínio inadequado de transações, em fluxos ligados ao escândalo do 1MDB da Malásia. A MAS não encontrou fragilidades generalizadas nos controles, mas ordenou que ambos os bancos nomeassem partes independentes para confirmar a correção e disciplinassem funcionários faltosos.
As penalidades vieram junto com ordens de proibição vitalícia contra o ex-gestor da Falcon Jens Fred Sturzenegger e o ex-banqueiro do BSI Yak Yew Chee, e uma ordem de 15 anos para a ex-funcionária do BSI Seah Mei Ying. Yak e Seah foram condenados por não reportar transações suspeitas e por falsificar cartas de referência no BSI para Low Taek Jho, o suposto mentor do 1MDB. A MAS também agiu para impedir outros três por causa da avaliação defeituosa da PetroSaudi Oil Services: Kelvin Ang, do Maybank Kim Eng, foi condenado por subornar o analista da NRA Capital Lee Chee Waiy com S$3.000, e o CEO da NRA, Kevin Scully, falhou em assegurar a devida diligência.
A revisão foi a mais extensa já feita pela MAS, parte de uma ação que até então somava S$29,1 milhões em penalidades a oito bancos — BSI, Falcon, DBS, UBS, Standard Chartered, Coutts, Credit Suisse e UOB. Standard Chartered e Coutts receberam suas próprias penalidades na mesma varredura do ano anterior. UOB e Credit Suisse anunciaram que doariam a instituições de caridade os lucros das transações ligadas às falhas.
Penalidade de S$900 mil para o UOB e de S$700 mil para o Credit Suisse, além de confirmação independente da remediação ordenada pelo regulador e ação disciplinar contra funcionários faltosos
Ambos os bancos falharam nas duas verificações que os fluxos por empresas de fachada do 1MDB foram desenhados para acionar — a diligência devida na admissão de clientes e o monitoramento contínuo de transações.
As falhas foram individuais e sistêmicas ao mesmo tempo: banqueiros falsificaram documentos e ignoraram sinais de alerta enquanto a supervisão dos bancos não percebeu — por isso a MAS exigiu verificação independente das correções.
UOB e Credit Suisse foram os dois últimos bancos penalizados na varredura, confirmando que as falhas abrangeram instituições locais e europeias, e não apenas um estabelecimento isolado.
A lição
Num escândalo tão notório, 'nós verificamos o cliente' é toda a defesa: diligência devida fraca e escrutínio superficial das transações fizeram dos bancos canais passivos para dinheiro que todos os demais estavam perseguindo.
Ambos os bancos nomearam partes independentes para confirmar sua remediação à MAS e doaram os lucros relevantes a instituições de caridade. A revisão do 1MDB pela MAS tornou-se seu exercício de enforcement de referência; o UOB recebeu uma penalidade muito maior, de S$5,6 milhões, em 2025, num caso posterior e separado de lavagem de dinheiro — as conclusões anteriores sobre o 1MDB não o imunizaram.
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As fontes
- UOB, Credit Suisse fined S$1.6m for 1MDB-linked transactions; former Falcon, BSI employees issued prohibition orders The Edge Malaysia · theedgemalaysia.com ·