A Sony Ericsson, uma joint venture 50:50 entre a Sony e a Ericsson formada em 2001, combinou a marca de eletrônicos de consumo da Sony com a expertise em telecomunicações da Ericsson. A JV produziu celulares bem-sucedidos como o Walkman music phone (W800) e o Cyber-shot camera phone (K800i), e no seu auge deteve cerca de 9% do mercado global de celulares.
Mas a estrutura de joint venture era uma responsabilidade estratégica. Toda decisão importante exigia acordo de ambos os controladores, tornando mais lentos os tempos de resposta em um mercado que se movia rapidamente. Quando chegaram o iPhone e os smartphones Android, a Sony Ericsson foi lenta demais para mudar de rumo, presa entre a visão de consumo da Sony e o foco em infraestrutura da Ericsson.
Em 2012, a Sony comprou a participação de 50% da Ericsson por € 1,05 bilhão e assumiu o controle total, rebatizando a empresa como Sony Mobile. Mas o dano estava feito: a Sony Mobile nunca recuperou participação de mercado significativa e acabou absorvida pela divisão de eletrônicos mais ampla da Sony. O caso ilustrou como uma joint venture pode ser uma boa estrutura para um mercado estável e uma estrutura fatal para um mercado em disrupção.
A Sony comprou a participação de 50% da Ericsson por € 1,05 bilhão em 2012, mas o atraso custou à Sony Mobile sua participação de mercado para sempre.
A estrutura de JV 50:50 exigia consenso para toda decisão importante, tornando mais lentos os tempos de resposta.
Sony e Ericsson tinham prioridades estratégicas diferentes: eletrônicos de consumo vs. infraestrutura de telecomunicações.
A JV foi lenta demais para mudar de rumo para os smartphones quando o iPhone e o Android chegaram.
A Sony comprou a participação da Ericsson em 2012, mas a Sony Mobile nunca recuperou participação de mercado significativa.
A lição
Uma joint venture exige consenso onde o mercado demanda velocidade. A Sony Ericsson fez bons celulares, mas toda decisão levava o dobro do tempo. Velocidade vence estrutura.
A Sony Mobile foi absorvida pela divisão de eletrônicos da Sony. A Ericsson voltou seu foco para infraestrutura de telecomunicações. O caso é citado como exemplo de como a estrutura organizacional pode ser uma desvantagem competitiva em um mercado que recompensa a velocidade.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS