A RED Digital Cinema, conhecida por suas câmeras de cinema profissionais de mais de US$ 50.000, anunciou o Hydrogen One em 2017: um smartphone de US$ 1.295 com uma tela de campo de luz 'holográfica' que prometia 3D sem óculos. O celular foi comercializado junto à comunidade de cineastas profissionais da RED como um dispositivo de criação de conteúdo.
Quando o Hydrogen One finalmente chegou às lojas em novembro de 2018, a tela 'holográfica' decepcionou: uma tela escura e de baixa resolução que causava fadiga ocular e dores de cabeça em muitos usuários. O celular era volumoso, pesado e rodava uma versão quase padrão do Android, com poucos recursos personalizados. A câmera, que deveria ser o ponto forte da RED, era medíocre.
As análises foram devastadoras. O celular foi chamado de 'um tijolo de US$ 1.295' e 'o pior celular do ano'. A divisão de celulares da RED foi encerrada em 2019. O caso ilustrou como a reputação de uma marca em uma categoria (câmeras de cinema) não se transfere para outra (smartphones), e como um recurso de truque não sustenta um produto quando os fundamentos estão errados.
A reputação da RED em câmeras de cinema não se transferiu para os smartphones; a tela de truque causava fadiga ocular, e a divisão de celulares foi encerrada em 2019.
A tela 'holográfica' era escura, de baixa resolução e causava fadiga ocular — o oposto da experiência prometida.
O celular era volumoso, pesado e rodava o Android padrão, com poucos recursos personalizados.
A câmera, suposto ponto forte da RED, era medíocre em comparação com os celulares de ponta.
A reputação da RED em câmeras de cinema não se transferiu para o mercado de smartphones.
A lição
A reputação de uma marca em uma categoria não se transfere para outra. A RED fabricava câmeras de cinema de US$ 50 mil; isso não tornou bom um celular de US$ 1.295. Um truque não sustenta fundamentos ruins.
A RED encerrou sua divisão de celulares em 2019. A empresa voltou o foco para seu negócio principal de câmeras de cinema. O Hydrogen One é lembrado como um dos piores lançamentos de celular da história e um conto de advertência sobre extensão de marca.
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