Em 7 de outubro de 2026, Juan Francisco Ramirez, 60 anos, ex-presidente do conselho de administração e coproprietário do Nodus International Bank — uma entidade bancária internacional porto-riquenha — foi condenado a 62 meses de prisão, três anos de liberdade supervisionada e ao confisco de aproximadamente US$ 13,6 milhões por liderar um esquema que obteve fraudulentamente mais de US$ 23,6 milhões do banco que ele tinha a incumbência de dirigir.

De 2017 a 2023, Ramirez conspirou com outras pessoas para investir mais de US$ 11 milhões de fundos do Nodus Bank em uma instituição de crédito sediada em Miami, para que esta pudesse emprestar esse dinheiro a Ramirez e a um coconspirador em benefício próprio. As transações proibidas entre partes relacionadas foram dissimuladas: o banco fez investimentos fictícios na entidade credora, e o esquema foi ocultado dos demais membros do conselho, dos executivos e do regulador do banco, o Escritório do Comissário de Instituições Financeiras de Porto Rico (OCIF), em violação da legislação porto-riquenha e da própria política do Nodus Bank sobre transações entre partes relacionadas.

Os promotores afirmaram que o esquema causou perdas de quase US$ 24 milhões e contribuiu para o colapso do banco, deixando depositantes inocentes sem suas economias. "Ramirez recebeu a incumbência de dirigir um banco. Em vez disso, ele o saqueou", disse o procurador dos Estados Unidos Jason A. Reding Quiñones. Ramirez havia se declarado culpado em setembro de 2025 por uma acusação de conspiração para cometer fraude eletrônica.

O banco faliu e os depositantes perderam suas economias; Ramirez foi condenado a 62 meses e perde em confisco cerca de US$ 13,6 milhões dos US$ 23,6 milhões obtidos.

Como presidente do conselho e coproprietário, Ramirez estava dos dois lados das transações — propondo os investimentos que o beneficiavam e aprovando a supervisão deles.

A estrutura da instituição credora de Miami fazia o autobenefício parecer um investimento comum, e os investimentos fictícios do banco na entidade credora encobriam a conexão.

A ocultação chegou até o topo da supervisão: os demais membros do conselho, o controlador e o regulador OCIF foram todos mantidos no escuro.

As perdas ultrapassaram a capacidade do banco de absorvê-las e, quando ele faliu, os depositantes — e não o autor do desvio — foram os primeiros a sentir o impacto.

Um banco controlado por seu dono pode esconder empréstimos entre partes relacionadas à vista de todos: a aprovação do conselho e a supervisão do regulador só funcionam quando a documentação é honesta.

Condenado em 7 de outubro de 2026 a 62 meses de prisão, com três anos de liberdade supervisionada e aproximadamente US$ 13,6 milhões em confisco, após sua declaração de culpa em setembro de 2025 por conspiração para cometer fraude eletrônica.

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As fontes

  1. Board Chairman and Co-Owner of Puerto Rican Bank Sentenced in Multimillion-Dollar Wire Fraud Conspiracy US Department of Justice · justice.gov ·