A Nasz Prąd instala bombas de calor, caldeiras a pellets e sistemas fotovoltaicos, além de realizar modernização térmica de edifícios. A autoridade polonesa de concorrência e defesa do consumidor, UOKiK, analisou os contratos-padrão da empresa, e o presidente Tomasz Chróstny considerou 21 disposições abusivas, aplicando uma multa de 21.475.000 zlotys.

Uma das cláusulas contestadas reservava o direito de alterar a capacidade da bomba de calor instalada após a celebração do contrato — com base em uma "verificação técnica detalhada" — e, com isso, o preço, sem garantir ao consumidor qualquer direito de rescisão. Isso transferia para o consumidor as consequências da escolha do equipamento, quando verificar as condições técnicas e escolher o equipamento adequado era tarefa do instalador antes da assinatura.

Outras disposições permitiam que a empresa cobrasse custos adicionais e impunham multas elevadas aos consumidores por não prepararem o edifício para os trabalhos de isolamento. Chróstny alertou que as consequências recaem com mais força sobre consumidores mais velhos, que frequentemente comprometem grande parte do orçamento doméstico em contratos com duração de muitos anos sem compreender plenamente o que estão comprando, quanto custará e em que condições.

A decisão não é definitiva — a empresa pode recorrer — e as cláusulas são apenas parte do caso do regulador. A UOKiK continua recebendo reclamações sobre subsídios e financiamento, contratos de crédito, a forma como os representantes de vendas se apresentam e problemas para rescindir contratos. Estão em curso procedimentos preliminares para apurar se os consumidores foram induzidos em erro sobre quem eram os representantes e por que fizeram a visita, sobre as condições de financiamento e sobre o direito de rescisão; a UOKiK também encaminhou ao Ministério Público a suspeita de crime relacionado a irregularidades na forma de celebração dos contratos.

Multa de 21.475.000 zlotys (não definitiva, recurso possível); procedimentos preliminares sobre vendas enganosas e comunicação ao Ministério Público sobre suspeita de crimes.

Uma cláusula permitia que a empresa alterasse a capacidade da bomba de calor contratada — e seu preço — após a assinatura, sem direito de rescisão para o consumidor.

Os termos contratuais impunham multas elevadas aos consumidores por não prepararem o edifício para os trabalhos de isolamento.

As cláusulas reservavam o direito de cobrar custos adicionais além do negócio que os consumidores pensavam ter feito.

O padrão de reclamações continuou após a multa, gerando procedimentos separados por conduta enganosa e um encaminhamento ao Ministério Público.

Nas vendas de energia residencial, o contrato é o produto: cláusulas que permitem ao vendedor alterar o equipamento ou o preço após a assinatura transformam uma melhoria sustentável em um compromisso sem limites para a família.

A decisão de 21.475.000 zlotys foi anunciada em 9 de outubro de 2026 e está sujeita a recurso. Os procedimentos preliminares da UOKiK sobre práticas de venda enganosas continuam em curso, e a suspeita de crime na celebração dos contratos foi encaminhada ao Ministério Público.

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As fontes

  1. Going against the current – and the rules. Over PLN 21 million fine for Nasz Prąd UOKiK (Office of Competition and Consumer Protection, Poland) · uokik.gov.pl ·