A Hertz, uma das maiores locadoras de veículos do mundo, entrou em 2020 com aproximadamente US$ 17 bilhões em dívidas, grande parte delas vinculada à sua frota de veículos por meio de financiamento lastreado em ativos. O modelo de negócios dependia da demanda contínua por viagens e da capacidade de refinanciar a dívida da frota à medida que os veículos se desvalorizavam.
Quando a pandemia fez o turismo global entrar em colapso em março de 2020, a receita da Hertz caiu mais de 70% quase da noite para o dia. A empresa não conseguiu fazer os pagamentos do financiamento da frota, e os credores exigiram o reembolso. Diferentemente das companhias aéreas, que receberam resgates governamentais, as locadoras de veículos foram em grande parte excluídas dos programas de auxílio.
A Hertz entrou com pedido de falência sob o Capítulo 11 em maio de 2020. A empresa saiu da recuperação judicial em 2021 após uma reestruturação que reduziu sua dívida e sua frota. Ironicamente, o mercado de carros usados prosperou durante a pandemia, e a frota remanescente da Hertz se tornou mais valiosa. O caso ilustrou a fragilidade de um modelo de negócios baseado em alta alavancagem e demanda contínua.
A dívida de US$ 17 bilhões da Hertz estava vinculada a veículos que precisavam de demanda contínua por viagens para serem refinanciados; quando a receita caiu 70%, os credores exigiram o reembolso e a falência se seguiu.
A Hertz carregava US$ 17 bilhões em dívidas, em grande parte lastreadas na frota, que exigiam receita contínua para serem honradas.
A pandemia fez a demanda por viagens cair mais de 70% quase da noite para o dia, eliminando a receita necessária para pagar a dívida.
As locadoras de veículos foram excluídas dos programas de auxílio governamental que resgataram as companhias aéreas.
A estrutura de financiamento lastreado em ativos significava que, quando a receita parou, os credores exigiram o reembolso imediato.
A lição
Alta alavancagem é uma aposta na continuidade. A dívida de US$ 17 bilhões da Hertz pressupunha que as viagens nunca parariam. Quando pararam — por três meses —, a empresa faliu.
A Hertz saiu da falência em 2021 com dívida reduzida e uma frota menor. O boom dos carros usados ajudou na recuperação. O caso é citado ao lado da Toys R Us como exemplo de como a alavancagem pode matar um negócio que, de outra forma, seria viável.
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