Em 4 de setembro de 2022, Yuta Nakayama, do Huddersfield Town, cabeceou contra o goleiro do Blackpool, Dan Grimshaw, e depois comemorou o rebote — um gol que não foi validado, porque o relógio do árbitro nunca sinalizou que a bola havia cruzado a linha. A English Football League (EFL) afirmou depois que uma avaliação da Hawk-Eye, fornecedora da tecnologia, constatou que a bola 'deixou de ser rastreada após entrar na área do gol do Blackpool' devido a múltiplos fatores na jogada que antecedeu o lance; o órgão dos árbitros, PGMOL, disse que os oficiais não tinham visão por causa da obstrução de jogadores.
A falha foi dupla. O sistema da Hawk-Eye 'foi testado e estava funcional antes do início da partida', disse a EFL, mas parou de rastrear silenciosamente no momento decisivo — e a tecnologia de linha de gol não tem plano alternativo: 'a decisão do árbitro naquele momento... foi final' e 'o resultado da partida se mantém'. O Huddersfield, uma posição acima da lanterna da Championship com uma vitória nos primeiros sete jogos, classificou o episódio como uma 'falha clara' do sistema: 'fomos muito mal servidos por este sistema', disse o clube, que acolheu uma investigação completa e observou que ela não ajuda em nada o resultado de domingo.
O episódio ocorreu no pior momento possível para a confiança na tecnologia de arbitragem: no mesmo fim de semana, a PGMOL admitiu que decisões polêmicas do VAR em Chelsea e Newcastle, na Premier League, foram erradas. O técnico Danny Schofield se recusou a culpar o árbitro, que 'apontou para o relógio, então é governado pelo Hawk-Eye... Se for esse o caso, parece que a tecnologia errou desta vez'.
Um claro gol de empate que nunca foi validado numa derrota na Championship; o resultado se manteve sem recurso, com o Huddersfield uma posição acima da lanterna.
O sistema passou no teste pré-jogo, mas parou de rastrear a bola durante o jogo — passar na verificação não é o mesmo que resistir à partida.
A obstrução por jogadores eliminou o rastreamento, um modo de falha inerente a um sistema baseado em câmeras e sem retaguarda humana.
As decisões de linha de gol foram concebidas para serem finais, então o erro não pôde ser corrigido mesmo depois de comprovada a falha da tecnologia.
A falha ocorreu no mesmo fim de semana de erros de VAR de grande repercussão, ampliando as dúvidas sobre a tecnologia de arbitragem no futebol inglês.
A lição
A certeza vendida pela tecnologia precisa vir acompanhada de uma história de falha: quando o sistema silencia, restam ao jogo apenas o erro e uma investigação sobre a qual ninguém pode agir.
A EFL classificou a falha como 'motivo de grande preocupação' e disse que mais informações eram esperadas da Hawk-Eye e da PGMOL após uma revisão completa. A derrota do Huddersfield se manteve; o clube afirmou que isso 'claramente precisa ser evitado para a integridade da competição'.
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As fontes
- Huddersfield Town 'goal' v Blackpool denied due to goal-line technology failure - EFL BBC Sport · bbc.com ·