A Gemini, exchange de criptomoedas fundada por Cameron e Tyler Winklevoss, listou-se na Nasdaq Global Select Market em 12 de setembro de 2025 sob o ticker GEMI. Com preço de US$ 28, a oferta levantou US$ 425 milhões a uma avaliação de aproximadamente US$ 3,3 bilhões e teve demanda mais de 20 vezes superior à oferta; a ação abriu a US$ 37,01 e fechou o primeiro dia a US$ 32.

A queda desde então foi brutal. De uma capitalização de mercado acima de US$ 3 bilhões no lançamento, a Gemini caiu para aproximadamente US$ 700 milhões, com a ação sendo negociada em torno de US$ 6 em março de 2026 e acumulando queda superior a 80% em relação ao fechamento do primeiro dia. O CoinPaper posteriormente mediu as ações perto de US$ 4,19, cerca de 89% abaixo do preço de abertura.

As perdas por trás da queda são verificáveis. A Gemini reportou um prejuízo líquido de aproximadamente US$ 582,8 milhões no exercício fiscal de 2025, contra US$ 158,5 milhões em 2024, incluindo um prejuízo líquido de US$ 140,8 milhões no quarto trimestre. Em fevereiro de 2026, apresentou o Gemini 2.0, migrando para mercados de previsão, cortando cerca de um quarto a 30% do seu quadro de funcionários e saindo do Reino Unido, da União Europeia e da Austrália.

A conta agora carrega uma linha jurídica. Em 18 de março de 2026, foi protocolada uma ação coletiva no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York (processo 26-cv-02261) contra a Gemini Space Station, Inc., os gêmeos Winklevoss e executivos, alegando declarações falsas no IPO com base nas Seções 11 e 15 do Securities Act de 1933 e nas Seções 10(b) e 20(a) do Securities Exchange Act de 1934.

Com preço de US$ 28 e demanda 20 vezes superior à oferta, o salto do primeiro dia para US$ 37,01 tornou-se uma referência em queda; a ação caiu para ~US$ 6 à medida que um prejuízo líquido de US$ 582,8 milhões e a ação coletiva vieram à tona.

Precificar o IPO muito abaixo da demanda observada (20 vezes superior à oferta) produziu um salto no primeiro dia que se tornou um ponto de referência em queda quando a ação nunca mais se aproximou do seu preço de abertura.

Os prejuízos operacionais foram a conta: um prejuízo líquido de ~US$ 582,8 milhões no exercício fiscal de 2025 e um prejuízo de US$ 140,8 milhões no quarto trimestre mostraram gastos muito acima da receita, com vendas e marketing mais que quadruplicando.

Os fundadores e executivos tinham visibilidade sobre as perdas crescentes, e a mudança de rumo de fevereiro de 2026 — mercados de previsão, cortes de pessoal e saídas do Reino Unido, da União Europeia e da Austrália — consolidou essa realidade.

Um IPO aquecido precificado abaixo da própria demanda entrega ao varejo uma faca caindo: uma vez que o salto do primeiro dia não se sustenta, a ação se reprecifica na direção das perdas que o prospecto já trazia.

As operações da Gemini no Reino Unido, na União Europeia e na Austrália passaram a aceitar apenas retiradas em 5 de março de 2026 e encerraram em 6 de abril de 2026, com as contas de clientes transferidas para a eToro.

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As fontes

  1. CoinPaper — Gemini stock is down 89% as BitGo and Bullish lead 6 crypto IPO losses coinpaper.com
  2. CryptoTimes — Gemini stock plunges 80%, investors sue over false IPO promises cryptotimes.io