A Ford iniciou um recall do Kuga híbrido plug-in da geração atual, à venda desde 2019, após identificar um risco de incêndio ligado a um defeito na bateria que poderia causar curto-circuito, provocando perda de potência ou incêndios. No início de março de 2026, a montadora orientou os proprietários a não carregar a bateria do veículo. O London Daily informou que, cerca de quatro semanas depois, a Ford ainda não havia fornecido um prazo para o reparo, deixando cerca de 26.000 motoristas afetados em toda a Europa em compasso de espera, com as entregas de novos modelos suspensas até que uma correção de software estivesse pronta.

O recall é a segunda falha de segurança relacionada a incêndio para o modelo: em 2020, a Ford foi obrigada a substituir unidades de bateria em mais de 27.000 Kugas após incêndios ocorrerem durante o carregamento. Os proprietários relataram um aviso de 'pare com segurança agora' que exige sair imediatamente do veículo, um fardo particular para motoristas com dificuldades de mobilidade, e o aumento dos custos de uso por rodarem apenas com gasolina. A carta de notificação da Ford não ofereceu compensação proativa pelos gastos extras com combustível ou por potenciais danos à bateria.

O remédio final foi um software: uma atualização corretiva estimada para chegar às concessionárias até julho que limita o carregamento de alta tensão a 80% da capacidade. Os proprietários que a receberam relataram capacidade útil e autonomia reduzidas — um deles mediu uma queda da taxa de carga anunciada de 14,4 kWh para 9,3 kWh — e disseram que a Ford ofereceu compensação, como um pagamento de € 200 ou vouchers de serviço, apenas mediante insistência. Especialistas em consumo orientaram os proprietários a recorrer ao Consumer Rights Act e ao The Motor Ombudsman, que estava em conversas com a Ford; a ABI alertou que ignorar um aviso de recall pode invalidar pedidos de seguro.

Mais de 26.000 proprietários europeus foram instruídos a não carregar; as entregas de novos modelos foram suspensas; a correção limita a bateria utilizável a 80%, reduzindo a autonomia, sem compensação proativa

O defeito na bateria repetiu a falha de incêndio de 2020 do modelo, e a correção novamente chegou como mitigação por software em vez da substituição da bateria que o primeiro recall exigiu.

A Ford distribuiu o problema amplamente — cerca de 26.000 veículos na Europa — e suspendeu as novas vendas somente depois que o risco era conhecido, não antes.

O remédio degradou a proposta de valor central do produto (a autonomia elétrica) sem compensação proativa, convertendo um recall de segurança em uma queixa de custo de uso para os proprietários.

Um patch de software que silenciosamente abre mão da principal capacidade do produto compra tempo, não confiança — proprietários que compraram um plug-in para rodar em modo elétrico não perdoarão a perda dessa capacidade.

A correção de software começou a chegar às concessionárias por volta de julho de 2026, com os proprietários prevendo esperas por agendamentos; comentaristas do artigo relatam que a correção reduziu a capacidade de carregamento e, em um caso, não resolveu leituras erráticas de autonomia. O The Motor Ombudsman estava em contato com a Ford sobre prazos e dúvidas dos consumidores. Nenhuma penalidade regulatória aparece no material.

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As fontes

  1. Ford Kuga Hybrid Recall Leaves Thousands of Drivers in Uncertainty Over Fire Risk London Daily · londondaily.com