No verão de 2026, o grupo energético dinamarquês Velkommen — após anos de crescentes reclamações de clientes e atenção do regulador — colocou sua controladora e subsidiárias B.Energy, Vedvarende e Nettopower em reconstrução em 2 de julho, e as empresas faliram logo depois. No final de julho, o administrador judicial Flemming Jensen vendeu mais de 50.000 relações com clientes — entre elas 30.265 de eletricidade, 2.749 de gás e 12.169 de segurança de TI — para a Energidrift, uma pequena empresa cujos proprietários já haviam sido repetidamente criticados por ignorar as regras do setor. As parcelas pré-pagas dos clientes permaneceram nas massas falidas.

Pelo contrato de venda, a Energidrift obteve o direito de cobrar pagamentos a partir de 2 de julho — embora só tenha comprado as relações com clientes semanas depois, com a data formal de transferência fixada em 26 de julho. Em seguida, cobrou dos clientes pelo período de 2 a 26 de julho: pessoas que já haviam pago às empresas Velkommen pelo mesmo período, e por semanas em que a Energidrift nem sequer era sua fornecedora de eletricidade registrada. A TV 2 viu faturas de 170 a 1.090 coroas dinamarquesas de 13 ex-clientes de eletricidade, com o consumo indicado apenas como '1 stk' em vez de um valor real de uso.

O regulador de serviços públicos Forsyningstilsynet analisou cinco casos de clientes e concluiu que a Energidrift havia cobrado em cinco de cinco sem base contratual e sem estar registrada como fornecedora do cliente. Sua minuta de ordem — enviada à empresa em setembro — exige que a Energidrift cancele as faturas indevidas não pagas e reembolse todo valor cobrado indevidamente, e critica as faturas por serem incompletas. A Energidrift nega irregularidades e insiste que as cobranças são justificadas.

Minuta de ordem do regulador: cancelar as faturas indevidas e reembolsar todo valor cobrado indevidamente — faturas de 170 a 1.090 coroas dinamarquesas vistas em 13 clientes

O contrato de venda permitiu que a Energidrift cobrasse a partir de 2 de julho, mas os clientes já haviam pré-pago às empresas Velkommen por esse período — uma cobrança dupla embutida no negócio.

O regulador não encontrou base contratual nem registro como fornecedor para o período cobrado em todos os cinco casos que examinou.

As faturas ocultavam a que se destinavam: o consumo indicado como '1 stk', deixando os clientes sem saber pelo que estavam realmente pagando.

A Energidrift comprou risco de reputação junto com as listas — as pessoas por trás da empresa já haviam sido criticadas várias vezes por não seguir as regras do setor.

Comprar a lista de clientes de uma empresa em dificuldades não compra seu histórico de cobrança. Cobrar dos clientes duas vezes por um período que a vendedora falida já havia cobrado transforma uma pechincha em um caso para o regulador.

A ordem do Forsyningstilsynet ainda é uma minuta enviada à Energidrift em setembro de 2026; o regulador pode alterar suas exigências, e a Energidrift sustenta que as cobranças são legítimas. O conselho de consumidores Taenk está aconselhando os clientes a contestar e recusar as faturas retroativas. Os ministros da Justiça e do Clima da Dinamarca se recusaram a tomar partido, dizendo que a interpretação legal cabe aos tribunais. Se a Energidrift cobrou valores semelhantes de todos os clientes comprados, os reembolsos apenas de julho poderiam chegar aos milhões de coroas — os próprios advogados da empresa confirmaram que as faturas foram enviadas a 'um grande número de clientes'.

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As fontes

  1. 50.000 kunder blev solgt i sommer – nu kan deres regninger blive annulleret TV 2 · nyheder.tv2.dk ·