O Co-operative Bank foi fundado em 1872 como o departamento de empréstimos e depósitos da Co-operative Wholesale Society, crescendo até se tornar um banco de rua confiável do Reino Unido, pertencente ao Co-operative Group, a maior cooperativa de consumo do país. Em 2009, o banco fundiu-se com o Britannia Building Society em um acordo que deveria criar uma alternativa bancária mutualista mais forte aos quatro grandes bancos do Reino Unido. Em vez disso, herdou uma carteira de empréstimos imobiliários comerciais tóxicos que o levaria à beira do colapso.

Em março de 2013, o banco reportou perdas de £600 milhões. Em maio de 2013, a Moody's rebaixou sua classificação de crédito em seis níveis para junk, e o CEO Barry Tootell renunciou. Em 17 de junho de 2013, negociações com a Prudential Regulation Authority revelaram um déficit de capital de aproximadamente £1,5 bilhão. O banco anunciou um esquema de 'bail-in' obrigando os detentores de títulos subordinados — incluindo fundos de hedge dos EUA — a converter sua dívida em capital, assumindo efetivamente o controle do banco.

A crise foi agravada por um escândalo envolvendo o presidente Paul Flowers, que foi flagrado comprando crack e metanfetamina em novembro de 2013. A participação do Co-operative Group foi diluída de 100% para 20% após o bail-in e uma emissão de direitos de £400 milhões em 2014. Em 2017, o Grupo havia baixado a zero toda a sua participação, vendendo seu 1% final por £5 milhões. As perdas totais com a crise ultrapassaram £2,6 bilhões. O banco nunca recuperou sua posição anterior.

O banco herdou os empréstimos imobiliários tóxicos do Britannia, e então um déficit de £1,5 bilhão forçou um bail-in que diluiu a participação da controladora de 100% para 20%, e as perdas ultrapassaram £2,6 bilhões.

A fusão de 2009 com o Britannia Building Society trouxe uma carteira de empréstimos imobiliários comerciais tóxicos que o banco não tinha nem a expertise nem o capital para administrar.

A administração do banco falhou em reconhecer a escala do problema por anos, permitindo que as perdas se acumulassem até que um déficit de capital de £1,5 bilhão forçasse um bail-in liderado pelo regulador.

O Co-operative Group, como uma mutualista pertencente aos seus membros, não podia levantar capital de risco da forma que uma sociedade anônima poderia — quando o banco precisou de dinheiro, não havia a quem recorrer além dos detentores de títulos.

O escândalo de drogas de Paul Flowers destruiu o que restava da confiança pública e forçou a renúncia do presidente do Co-operative Group, agravando a crise de governança.

Uma fusão que parece adequada no papel pode esconder uma carteira de empréstimos ruins que leva anos para vir à tona — e, a essa altura, a controladora pode estar fraca demais para salvar o banco.

O Co-operative Bank foi resgatado pelos detentores de títulos em 2013 e novamente em 2017. O Co-operative Group baixou a zero toda a sua participação até 2017, encerrando 140 anos de controle. O banco continua a operar como uma entidade independente menor, mas sua missão de banco mutualista foi efetivamente destruída.

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As fontes

  1. The Co-operative Bank — Wikipedia (history, crisis, bail-in, Paul Flowers scandal) en.wikipedia.org
  2. Mirror — Co-operative Bank damning report blames Britannia merger mirror.co.uk