Em 6 de outubro de 2026, a Comissão de Serviços Públicos do Maine negou por unanimidade o pedido da Central Maine Power de quase US$ 70 milhões em aumentos tarifários temporários, que teriam acrescentado cerca de US$ 7 por mês à conta média das residências. O pedido era a primeira etapa de um aumento em duas partes dentro de um processo tarifário de US$ 189 milhões e destinava-se a ajudar a pagar a infraestrutura que a CMP construiu nos últimos anos. Cerca de dois terços dele destinavam-se a elevar o retorno sobre o patrimônio líquido que os acionistas da CMP recebem.
Todas as partes intervenientes, do Gabinete do Defensor Público a grupos de consumidores, contestaram a totalidade dos US$ 69,3 milhões solicitados, de modo que os comissários afirmaram não conseguir identificar qualquer valor incontroverso. O presidente Philip Bartlett disse que, como os gastos de capital da CMP haviam superado sua previsão em cerca de 50% entre 2022 e 2025, "em certa medida, este é um problema criado pela própria CMP". A comissão já havia rejeitado o plano quinquenal da CMP no ano anterior, que teria elevado a conta média em cerca de US$ 35.
Nos oito dias seguintes à recomendação da equipe da PUC de rejeitar o aumento, a CMP removeu 70 anúncios de vagas para eletricistas de linha e funções de atendimento ao cliente, suspendeu planos de melhorar 19 transformadores que atendem milhares de clientes e paralisou outros projetos de infraestrutura. A CEO Linda Ball disse aos funcionários em 28 de setembro que a empresa revisaria os níveis de pessoal, e o documento protocolado pela CMP afirmava que consideraria reduções de pessoal. Grupos de consumidores classificaram a medida como uma ameaça; nenhuma decisão sobre demissões havia sido tomada.
Aumento temporário de US$ 69,3 milhões negado; perspectiva da S&P rebaixada para negativa; 70 anúncios de vagas retirados.
Os gastos de capital da CMP superaram sua própria previsão em cerca de 50% entre 2022 e 2025, como observou o presidente da PUC.
A empresa buscou um aumento temporário que todos os intervenientes contestaram, deixando a comissão sem nenhum valor incontroverso a aprovar.
Grande parte do pedido consistia em um retorno sobre o patrimônio líquido mais alto para os acionistas, e não na recuperação de custos específicos de projetos.
A empresa respondeu à provável negativa suspendendo contratações e obras na rede, o que atraiu acusações de defensores de que estaria pressionando os clientes.
A lição
Um monopólio regulado que gasta acima de sua previsão e depois paralisa trabalhos de serviço para pressionar seu regulador perde a argumentação e a confiança pública ao mesmo tempo.
As tarifas atuais provavelmente permanecerão em vigor até a primavera, quando os reguladores devem decidir sobre o processo completo de US$ 189 milhões. A S&P Global Ratings havia rebaixado a perspectiva da CMP para negativa naquele verão, citando o atraso no processo tarifário e um déficit de fluxo de caixa de US$ 100 milhões. A CMP emprega quase 1.000 pessoas. A coalizão de defesa Fight the Hike disse que continuaria se opondo aos esforços da concessionária para aumentar as tarifas, e Bartlett deveria deixar o cargo de presidente da PUC dias depois.
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As fontes
- Maine regulators deny CMP's $7 rate hike as utility weighs potential layoffs Portland Press Herald · pressherald.com ·