A Boosted foi um dos primeiros sucessos de hardware do Kickstarter e uma marca definidora de longboards elétricos, impulsionada pelo YouTuber Casey Neistat. Depois que o cofundador Sanjay Dastoor passou o cargo de CEO para Jeff Russakow em 2017, a empresa estabeleceu metas maiores, incluindo uma "cadência à la Apple" de dois grandes lançamentos de produtos por ano. Segundo a contagem do The Verge, ela lançou meia dúzia de modelos em seis anos com orçamento apertado, levantou quase US$ 80 milhões até o final de 2018 junto à Khosla Ventures e outros, e se expandiu para mais de 30 países.

O crescimento consumiu a receita e o dinheiro levantado. A Boosted fabricava suas pranchas na China, então as tarifas dos EUA adicionaram pressão, e o Boosted Rev do início de 2019, um patinete de US$ 1.600, foi atrasado por um problema de trava e pela escala de produção justamente quando suas contas bancárias sofriam. Com os investidores relutantes em aportar mais, a Boosted tomou discretamente US$ 18,5 milhões em maio de 2019 da firma de dívida de risco Structural Capital, penhorando todos os seus ativos e permitindo que a Structural assumisse o controle de partes do negócio caso os pagamentos fossem perdidos.

A Boosted gastou a maior parte do empréstimo em poucos meses, atrasou pagamentos a fornecedores e, no final de 2019, a Structural controlava cada despesa. Um acordo com a Lime para contratar funcionários e licenciar a propriedade intelectual dos patinetes por US$ 30 milhões em ações estava em andamento e a Yamaha demonstrou interesse em comprá-la, mas nenhum dos dois foi fechado. A Khosla Ventures emprestou US$ 2,4 milhões em empréstimos-ponte até fevereiro de 2020, depois parou. A maior parte da equipe foi demitida e a Structural executou a garantia em março de 2020. A Khosla depois processou a Lime, alegando sabotagem; a Lime negou.

Um empréstimo de US$ 18,5 milhões garantido por todos os seus ativos; demissões no início de 2020; um leilão de execução extrajudicial em março de 2020 no qual a Structural comprou mais de US$ 5 milhões em direitos de restituição tarifária por US$ 400.000.

A empresa lançou muitos modelos e entrou em mais de 30 países mais rápido do que sua receita podia financiar.

A fabricação na China a expôs às novas tarifas dos EUA, e as restituições ainda estavam pendentes quando ela faliu.

O patinete Rev foi anunciado quando o caixa estava escasso e foi atrasado por um problema de trava e pela escala de produção.

Precisando de dinheiro depois que os investidores se recusaram a aportar mais, ela tomou um empréstimo de US$ 18,5 milhões garantido por todos os ativos, dando ao credor controle sobre os gastos.

Acordos de resgate (Yamaha, um acordo maior com a Lime) não foram fechados antes de o caixa acabar.

Crescimento rápido com margens apertadas é frágil: um golpe tarifário, um produto principal atrasado e um empréstimo de dívida de risco garantido por ativos podem entregar o controle da empresa a um credor em poucos meses.

A Structural Capital tomou os ativos da Boosted em março de 2020, comprando os direitos de restituição tarifária por US$ 400.000, e a Lime acabou ficando com sua propriedade intelectual. A Khosla Ventures entrou com duas ações judiciais, posteriormente consolidadas, acusando a Lime de sabotar o acordo com a Yamaha; a Lime disse que as alegações não tinham base factual e um julgamento foi provisoriamente marcado para maio de 2022.

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As fontes

  1. How Boosted went bust The Verge · theverge.com ·