A Bi-Ang International era a distribuidora taiwanesa da DERM iNSTITUTE (得英特), uma marca americana de skincare. A partir de 2009, a empresa importava os produtos dos Estados Unidos e os vendia aos consumidores taiwaneses. Porém, por volta de 2015, a Bi-Ang deixou de importar e passou a encomendar a fabricação local dos produtos a fábricas taiwanesas de biotecnologia — incluindo a Hekang (和康) e a TCI (大江生醫). A empresa continuou a usar frascos e embalagens impressos com 'DERM iNSTITUTE' e 'Made in USA', vendendo-os pelo preço integral de marca importada.
O esquema durou aproximadamente oito anos. Quando foi descoberto, a Bi-Ang já havia vendido dezenas de milhares de unidades, com vendas totais superiores a NT$ 1,3 bilhão. O Ministério Público Distrital de Taipé realizou uma busca e apreensão na empresa em julho de 2023, apreendendo 17 caixas de produtos. Em 15 de maio de 2026, os promotores indiciaram o ex-CEO Lin Yu-ting e a gerente de vendas Chen Xiao-zhen com base no Artigo 255 do Código Penal, por marcação falsa de mercadorias. Lin negou as acusações; Chen admitiu que a empresa havia deixado de fazer pedidos aos EUA por volta de 2015 ou 2016 e pediu à corte uma pena mais branda.
O caso expôs uma vulnerabilidade no modelo de distribuição de skincare: uma marca que depende de um distribuidor local perde o controle sobre sua cadeia de suprimentos, fabricação e alegações de qualidade. A reputação da DERM iNSTITUTE em Taiwan foi destruída por ações que seu distribuidor tomou sem o conhecimento da marca.
Manteve rótulos 'Made in USA' em produtos de skincare fabricados localmente para sustentar o preço premium, totalizando NT$ 1,3 bilhão em vendas antes do indiciamento.
A Bi-Ang optou por fabricar localmente em vez de importar, mas manteve os rótulos 'Made in USA' para preservar o preço premium que o status de importado proporcionava.
O esquema durou oito anos sem ser detectado porque a distribuidora controlava toda a cadeia de suprimentos em Taiwan — a marca não tinha visibilidade sobre as operações locais.
A gerente admitiu que a empresa deixou de fazer pedidos aos EUA por volta de 2015, o que significa que a fraude foi uma decisão comercial deliberada, e não um incidente isolado.
A regulamentação taiwanesa de cosméticos exige rotulagem precisa de origem, mas a fiscalização depende de vigilância de mercado e denúncias, e não de auditorias de rotina.
A lição
Um distribuidor que controla a cadeia de suprimentos local pode vender produtos que a marca nunca aprovou. Marcas de skincare precisam auditar as operações locais — a visibilidade é a única defesa.
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As fontes
- LINE Today (中央社) — 必昂國際涉偽造DERM iNSTITUTE產地標籤 負責人遭起訴 (2026) today.line.me
- ETtoday — 必昂國際涉偽造美國進口保養品標籤 8年海撈13億 (2026) ettoday.net