A Blackgold International Holdings, mineradora de carvão chinesa adquirida em julho de 2017 pela Vibrant Group, listada em Singapura, parece ter falsificado as contas e inflado grosseiramente as vendas desde o dia em que foi adquirida — e possivelmente antes, enquanto ainda estava listada na Australian Securities Exchange —, segundo um relatório de auditoria especial da EY Advisory de janeiro de 2019.

O relatório de 35 páginas, referente ao período de 1º de julho de 2017 a 30 de abril de 2018, constatou que a administração criou mais de um conjunto de livros contábeis para certas subsidiárias, falsificou contas e registros bancários e tentou ocultar as irregularidades destruindo registros físicos e eletrônicos. Sob questionamento, a administração reduziu as vendas reconhecidas de 2,08 bilhões de yuans para 29,12 milhões de yuans — "vendas fictícias" — e admitiu que o restante poderia estar superestimado em 20,74 milhões de yuans, uma vez que funcionários da Blackgold Shipping afirmaram que os serviços de frete nunca foram prestados.

Cerca de 638,74 milhões de yuans em contas a receber foram considerados irrecuperáveis ou duvidosos; os ativos não circulantes foram revisados para baixo em 187,36 milhões de yuans, e os ativos dentro dos poços da mina de carvão não tinham etiquetas e não puderam ser verificados porque os auditores não foram autorizados a entrar nas minas. Partes relacionadas ao CEO realizaram transações com contas bancárias da empresa. O ex-CEO Peng Yuguo e o ex-gerente-geral da Heijin, Ou Jun, renunciaram em agosto de 2018 e se recusaram a cooperar.

A KPMG foi a primeira a descobrir irregularidades em recibos e faturas de vendas. A Vibrant baixou a zero seu investimento na Blackgold e as contas a receber nas demonstrações financeiras reexpressas para o período encerrado em 31 de outubro de 2017, informou aos acionistas que as informações financeiras da unidade eram "incompletas, imprecisas e não confiáveis" e deixou de consolidar a unidade, sendo necessária uma revisão jurídica adicional sobre possíveis violações das regras de listagem.

Vendas de 2,08 bilhões de yuans reduzidas para 29,12 milhões; cerca de 638,74 milhões de yuans em contas a receber duvidosas; a Vibrant baixou a zero seu investimento na Blackgold.

A fraude antecedeu e sobreviveu à aquisição, de modo que a Vibrant comprou uma ficção e a reportou como fato ao mercado.

A verificação física era impossível por concepção: ativos sem etiqueta dentro de poços de carvão nos quais os auditores não podiam entrar.

Executivos centrais no período suspeito renunciaram e se recusaram a cooperar com a auditoria.

Uma aquisição pode importar uma fraude: os auditores não puderam entrar nas minas de carvão para verificar os ativos, e o verdadeiro estado da compra só veio à tona quando os livros se abriram.

A Vibrant reexpressou, baixou a zero e desconsolidou a Blackgold; o Business Times observou que era necessária uma revisão jurídica adicional para determinar violações das regras de listagem de Singapura. Não foram relatadas recuperações.

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As fontes

  1. Vibrant's Blackgold unit may have falsified accounts since the day it was acquired The Business Times · businesstimes.com.sg ·