O Food Dive noticiou em 29 de julho de 2021 que um juiz de Illinois havia concedido aprovação preliminar a um acordo no qual a TreeHouse Foods concordou em pagar US$ 27 milhões para encerrar uma ação coletiva inicialmente protocolada em 2016, que alegava que a empresa havia superestimado o desempenho de seus negócios após a compra de US$ 2,7 bilhões da unidade de marcas próprias da Conagra Brands no início daquele ano. O acordo, alcançado em fevereiro após 11 meses de negociações por meio de um mediador, foi firmado com o autor principal, o Sistema de Aposentadoria dos Funcionários Públicos do Mississippi; a aprovação final estava prevista para 16 de novembro de 2021.
Os autores alegaram que, entre 1º de fevereiro de 2016 — o dia em que o acordo com a Conagra foi concluído — e 2 de novembro de 2016, a TreeHouse fez declarações falsas ou enganosas ou deixou de divulgar que sua unidade de marcas próprias estava enfrentando dificuldades, que sua estratégia de aquisições tinha desempenho abaixo do esperado e que havia superestimado suas projeções financeiras. A TreeHouse havia se tornado a maior fabricante de alimentos de marcas próprias por meio de mais de 40 fusões, e suas ações eram negociadas acima de US$ 100 por ação em julho de 2016, enquanto os investidores apostavam na história de crescimento.
Em 3 de novembro de 2016, a empresa anunciou que estava reduzindo suas projeções, que seu presidente — no cargo havia menos de seis meses — estava renunciando e que um novo diretor financeiro seria nomeado; as ações despencaram quase 20% naquele dia, para US$ 70. Sob o comando do CEO Steve Oakland, que assumiu em março de 2018, a TreeHouse fechou instalações, cortou SKUs de baixa margem e desinvestiu em unidades não essenciais, vendendo seu negócio de cereais prontos para consumo à Post Holdings por US$ 85 milhões em junho de 2021. O fundo ativista Jana Partners, que adquiriu uma participação de 7,5% em fevereiro de 2021, classificou as ações como subvalorizadas e pressionou a empresa a considerar uma venda.
Acordo de ação coletiva de US$ 27 milhões; as ações despencaram quase 20%, para US$ 70, em 3 de novembro de 2016, quando as projeções foram reduzidas, após serem negociadas acima de US$ 100 naquele julho.
A TreeHouse manteve projeções confiantes enquanto, segundo as alegações dos autores, sua unidade de marcas próprias e sua estratégia de aquisições tinham desempenho abaixo do esperado.
Uma consolidação de mais de 40 fusões havia precificado um crescimento que o acordo com a Conagra não estava entregando.
O acerto de contas veio em um único dia — corte nas projeções, presidente fora em menos de seis meses, novo diretor financeiro nomeado — sinalizando aos investidores o quanto havia sido omitido.
Restrições de capacidade e problemas na cadeia de suprimentos da era pandêmica mantiveram a recuperação lenta depois, mantendo as ações na faixa dos US$ 40 e atraindo pressão ativista.
A lição
Uma história de aquisição pode superar o negócio adquirido: mantenha projeções otimistas enquanto o negócio tem desempenho abaixo do esperado, e o acerto de contas chega de uma só vez — corte nas projeções, rotatividade, litígio.
O acordo de US$ 27 milhões recebeu aprovação preliminar em 27 de julho de 2021, com audiência de aprovação final marcada para 16 de novembro de 2021; um porta-voz da TreeHouse se recusou a comentar sobre o litígio em andamento. A empresa continuou sua reestruturação sob o CEO Steve Oakland, vendeu seu negócio de cereais à Post por US$ 85 milhões e permaneceu sob pressão da Jana Partners, que teve dois diretores adicionados ao conselho sob um acordo de fevereiro de 2021.
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As fontes
- TreeHouse to pay $27M to settle class action following 2016 purchase of Conagra unit Food Dive · fooddive.com ·