A SoftBank lançou o Pepper em 2014 como um "robô emocional", com um exagero promocional tão grande que chegou a dizer que seu lançamento seria lembrado "daqui a 100, 200 ou 300 anos". As expectativas eram tão infladas que o primeiro lote de 1.000 robôs esgotou em um minuto, a um preço próximo de US$ 2.000 — com assinaturas mensais a partir de US$ 550 adicionais.

O robô fracassou em quase todas as tarefas que lhe foram atribuídas: não conseguia reconhecer os rostos da família com quem vivia nem manter uma conversa adequada; quando voltou de um conserto de sensor, a unidade do jornalista de tecnologia Tsutsumu Ishikawa o cumprimentou com "Prazer em conhecê-lo!" apesar da memória na nuvem que deveria se lembrar da casa. Fracassou como sacerdote budista, como treinador de exercícios para idosos e como companheiro doméstico, e acabou aproximadamente tão sofisticado quanto as caixas de som inteligentes que surgiam na mesma época — útil principalmente para medir temperatura, mais ou menos tão bem quanto um termômetro de US$ 1.

Ishikawa devolveu seu Pepper à SoftBank em 2018 depois de gastar pelo menos US$ 9.000 ao longo dos três anos de vigência de seu contrato de assinatura, sem direito a qualquer reembolso: "Foi um desperdício de dinheiro tão grande. Ainda me arrependo." A SoftBank também enviou Peppers às centenas como animadores de torcida para seu time de beisebol profissional durante os lockdowns da COVID; um telespectador, Hirofumi Miyato, disse que o aceno sincronizado de braços "parecia assustador".

Em julho de 2021, o Wall Street Journal publicava uma autópsia completa, e o resumo do The Verge foi direto: o robô Pepper, da SoftBank, está morto.

Os proprietários pagavam cerca de US$ 2.000 mais assinaturas a partir de US$ 550 por mês; um cliente gastou pelo menos US$ 9.000 em três anos e não recebeu reembolso.

A proposta prometia um companheiro emocional; o produto não conseguia reconhecer rostos nem manter conversas, as duas bases dessa promessa.

O modelo de assinatura prendia os compradores a anos de pagamentos por um dispositivo que tinha desempenho inferior ao de uma caixa de som inteligente.

A SoftBank recusava reembolsos, então cada early adopter decepcionado se tornava uma queixa pública.

Vender uma relação emocional que seu produto não consegue entregar transforma os early adopters em seus críticos mais ruidosos — e a receita de assinatura em pedidos de reembolso.

A autópsia do Wall Street Journal de julho de 2021 marcou o fim da linha para um robô que passou de esgotamento em um minuto a piada distópica em sete anos, com as contas da assinatura — não o preço de compra — sendo a parte de que os clientes disseram se arrepender mais.

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As fontes

  1. Go read how Pepper was a very bad robot The Verge · theverge.com ·