A CBI registrou caso contra a Shakti Bhog Foods Limited, sediada em Delhi, por suposta fraude de Rs 3.269 crore contra um consórcio de 10 bancos liderado pelo State Bank of India, agindo com base em denúncia do SBI. A agência indiciou o diretor-gerente Kewal Krishan Kumar e os diretores Siddhrath Kumar e Sunanda Kumar, que teriam falsificado contas e forjado documentos para desviar recursos públicos.

A fabricante de trigo, farinha, arroz, biscoitos e cookies, com 24 anos de existência, cresceu organicamente por uma década — o faturamento subiu de Rs 1.411 crore em 2008 para Rs 6.000 crore em 2014. O crescimento parou em 2015: a conta tornou-se ativo problemático (non-performing asset) devido a perdas de estoque decorrentes de queda acentuada nos preços do arroz em casca, subutilização do capital investido em arroz e arroz em casca, e atraso na liberação de recursos vinculados, conforme apontou o relatório de responsabilização de funcionários do banco de 2017. A fraude foi declarada em 2019.

A auditoria forense constatou que os livros da empresa do exercício de 2015-16 alegavam que estoques avaliados em mais de Rs 3.000 crore foram danificados por pragas e vendidos a preços substancialmente baixos — contradizendo sua própria auditoria de estoque e contas a receber, que mostrava mais de Rs 3.500 crore em estoque em setembro de 2015, armazéns totalmente abastecidos e nada obsoleto ou de giro lento. A empresa possuía seguro contra incêndio, terremoto e outros riscos, mas nunca acionou por danos de pragas, e suas contas não registravam contas a receber de qualquer venda de estoque danificado. O relatório também apontou circulação de recursos de volta à empresa (round-tripping), pagamentos suspeitos e livros contábeis adulterados.

Rs 3.269 crore supostamente fraudados de um consórcio de 10 bancos liderado pelo SBI; a conta foi declarada fraudulenta em 2019 e encaminhada à CBI.

A alegação de danos desmorona diante da própria documentação: um desastre por pragas no valor de Rs 3.000 crore não gerou nenhum acionamento de seguro nem contas a receber de vendas.

Os livros da empresa contradiziam sua auditoria de estoque no mesmo trimestre — Rs 3.000 crore destruídos contra Rs 3.500 crore em estoque.

Uma década de crescimento orgânico até Rs 6.000 crore fez o tomador parecer seguro até o momento do ativo problemático.

O suposto esquema atingiu dez bancos simultaneamente, liderados pelo SBI — um ponto cego clássico do crédito consorciado.

Um tomador que alega estoque arruinado por pragas mas não apresenta acionamento de seguro está se denunciando. Verifique as perdas declaradas contra auditorias de estoque e apólices existentes antes do próximo desembolso.

A CBI registrou o caso em 1º de janeiro de 2021 contra a empresa e seus três diretores, com base na denúncia do SBI; o artigo relata a investigação da agência naquele estágio. A conta já havia sido declarada fraudulenta pelos bancos em 2019.

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As fontes

  1. CBI books Shakti Bhog Foods in Rs 3,269-cr bank fraud case The Economic Times · economictimes.indiatimes.com ·