A Reebok, marca americana de artigos esportivos pertencente à Authentic Brands Group (ABG), vinha enfrentando dificuldades na China há anos. No início de 2026, quase todas as lojas físicas da Reebok na China continental haviam desaparecido, e sua loja oficial no Tmall estava prevista para fechar em 30 de junho de 2026. A marca havia registrado três anos consecutivos de prejuízo no mercado chinês.
Em 6 de março de 2026, a ABG anunciou a substituição do principal parceiro operacional da Reebok para a China continental, Hong Kong e Macau. O novo operador, Xinrui Sports (Xangai), assumiu a fabricação de produtos, a importação, a distribuição e as vendas. O operador anterior, o Grupo Lianya, de Hong Kong, não havia conseguido reverter o negócio.
O declínio da Reebok na China fazia parte de uma história global mais ampla. A ABG havia adquirido a Reebok da Adidas em 2021 por US$ 2,5 bilhões, mas a marca teve dificuldades para competir com Nike, Adidas e marcas chinesas de artigos esportivos em rápido crescimento, como Anta e Li-Ning. No seu auge, a Reebok tinha centenas de lojas em toda a China; em 2026, a presença no varejo físico era efetivamente zero.
Três anos consecutivos de prejuízo na China, quase todas as lojas físicas fechadas e o parceiro operacional substituído.
A Reebok não conseguiu competir com Nike, Adidas e as marcas chinesas Anta e Li-Ning, que dominavam o posicionamento de mercado e a preferência dos consumidores
O modelo de licenciamento da ABG dependia de operadores locais para construir a marca, mas nem o Grupo Lianya nem a Xinrui Sports conseguiram reverter um declínio que era estrutural, e não operacional
Após a era da aquisição pela Adidas (2006–2021), a Reebok não tinha uma identidade de marca clara na China — premium demais para o público de massa, barata demais para transmitir status
A lição
Uma marca que perde sua identidade em um mercado não pode ser salva pela troca de operadores. O modelo de licenciamento só funciona quando há uma marca que valha a pena localizar.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS