A Podular Housing Systems, uma construtora de casas modulares que prometia kits de casas pré-fabricadas em fábrica com rapidez, entrou em liquidação em 25 de novembro de 2022, devendo cerca de NZ$ 5,2 milhões. O primeiro relatório do liquidante estimou que a empresa havia recebido NZ$ 2 milhões em pagamentos de depósitos de clientes por construções de casas que nunca foram iniciadas.

O momento dos fatos gerou as perguntas mais contundentes. Em 31 de outubro — duas semanas depois de um acionista da Podular enviar e-mail a clientes dizendo que suas construções haviam sido "significativamente atrasadas" por causa de "má gestão grave" na empresa — o diretor Charles Innes assinou contrato com um casal de Auckland, que pagou um depósito de NZ$ 56 mil dias depois. Um funcionário da Podular com conhecimento das finanças disse que foi errado aceitar o pagamento, acreditando que a empresa já estava em dificuldades e que o depósito deveria ter permanecido intocado em uma conta de garantia; em vez disso, foi gasto "muito rapidamente", provavelmente em salários de funcionários, segundo ele.

Até então, a Podular havia aceitado pagamentos por mais de 50 construções de casas que ou não havia concluído ou não havia iniciado. Pelo menos um cliente reclamou ao Serious Fraud Office (órgão de combate a fraudes graves) sobre Innes. Treze clientes compartilharam suas histórias com o Herald — entre eles médicos de Wellington que enfrentavam um prejuízo de NZ$ 500 mil em uma casa não construída em Marlborough Sounds, e um casal que temia pagar uma hipoteca para sempre por uma casa que nunca teria.

Liquidação com dívida estimada em NZ$ 5,2 milhões; NZ$ 2 milhões em depósitos recebidos por construções nunca iniciadas; 217 credores, incluindo conselhos municipais, o fisco e profissionais da construção

A empresa continuou vendendo e recebendo depósitos enquanto mais de 50 construções permaneciam inacabadas ou não iniciadas e os custos ficavam sem pagamento.

Os depósitos parecem ter sido gastos em custos operacionais em vez de mantidos em garantia, de modo que os atrasos se transformaram em prejuízos.

A própria comunicação da administração aos acionistas já havia admitido "má gestão grave" duas semanas antes de um novo contrato de venda ser assinado.

O dinheiro de depósito é uma promessa, não capital de giro: uma construtora que gasta os depósitos de clientes em salários transforma um atraso de obra em investigação de fraude.

Os liquidantes identificaram 217 credores reivindicando valores, incluindo conselhos distritais, o Departamento de Receita Federal (Inland Revenue Department) e profissionais da construção. O colapso figurou entre os maiores do setor de casas modulares da Nova Zelândia, e pelo menos uma reclamação de cliente ao Serious Fraud Office colocou a conduta do diretor sob possível escrutínio criminal. Innes não comentou para a reportagem, mas já havia pedido "desculpas" aos clientes.

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As fontes

  1. Podular director took money from new customers just weeks before going bust, owing $5.2m NZ Herald · nzherald.co.nz ·