Maria Sharapova foi a atleta feminina mais bem paga do mundo por onze anos consecutivos — ela ganhou US$ 29,7 milhões no ano até junho de 2015, segundo a Forbes, a maior parte proveniente de patrocínios. Seu contrato com a Nike, assinado em 2010 por oito anos, valia US$ 70 milhões.
Em 7 de março de 2016, Sharapova convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que havia testado positivo para meldonium no Aberto da Austrália — uma substância que havia sido incluída na lista de proibidas dois meses antes, e que ela disse ter tomado por uma década por motivos de saúde. A Nike suspendeu sua relação em poucas horas: "Estamos entristecidos e surpresos com a notícia sobre Maria Sharapova. Decidimos suspender nossa relação com Maria enquanto a investigação continua." A TAG Heuer disse que não renovaria seu contrato; a Porsche suspendeu suas atividades planejadas.
A suspensão tornou-se o piso, não o teto. O tribunal da ITF baniu Sharapova por dois anos em 8 de junho de 2016; a Corte Arbitral do Esporte reduziu a pena para 15 meses em 4 de outubro de 2016, aceitando que ela não teve "falta ou negligência significativa". Ela estava apta a retornar ao circuito em 26 de abril de 2017 — quinze meses depois de uma única coletiva de imprensa ter suspendido o patrocínio mais caro de uma atleta feminina no mundo.
Suspenso em poucas horas: o silêncio teria precificado o escândalo como endossado, e cada decisão de recurso manteve justificada a distância dos patrocinadores.
O acordo era uma aposta em um único nome: onze anos como a atleta feminina mais bem paga do mundo fizeram de Sharapova o ativo inteiro, de modo que, no momento em que sua conduta foi questionada, o valor do contrato se inverteu.
A Nike agiu em poucas horas porque o silêncio se precifica: a cada hora de silêncio, o mercado lia o escândalo como endossado — a suspensão foi a única declaração que não custou nada.
O caso jurídico prolongou a história: uma proibição de dois anos anunciada em junho, depois uma decisão da CAS em outubro — cada decisão foi um novo ciclo de notícias que manteve justificada a distância dos patrocinadores.
A lição
Uma aposta em um único nome é precificada pela conduta da pessoa: uma coletiva de imprensa suspendeu em poucas horas o acordo de oito anos da Nike com Sharapova. Precifique a saída antes da entrada.
A TAG Heuer recusou-se a renovar o contrato de Sharapova e a Porsche suspendeu suas atividades planejadas em poucos dias. O tribunal da ITF a baniu por dois anos em 8 de junho de 2016; a Corte Arbitral do Esporte reduziu a pena para 15 meses em 4 de outubro de 2016, decidindo que ela não teve falta ou negligência significativa, e ela estava apta a retornar em 26 de abril de 2017.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Tennis star Maria Sharapova fails drug test; Nike suspends contract — CNBC, 8 March 2016 cnbc.com
- Maria Sharapova: Nike suspends deal after positive test — BBC Sport, 8 March 2016 bbc.com
- Porsche suspends planned activities with Maria Sharapova — Fortune, 8 March 2016 fortune.com
- Maria Sharapova: drugs ban reduced from two years to 15 months — BBC Sport, 4 October 2016 bbc.com
- Maria Sharapova — Wikipedia (Forbes ranking, ITF ban and CAS ruling) en.wikipedia.org