A Vallesi S.p.A. operava uma rede de lojas de varejo de perfumaria e beleza sob a marca Modus em nove regiões do centro e do norte da Itália. A empresa era uma presença consolidada no varejo de beleza de rua e de centros comerciais italianos, com unidades em Roma, incluindo os centros comerciais Tor Vergata e Tiburtino, Piazza Vittorio, Via Merulana e Via Tuscolana.

Em 2025, a Vallesi entrou em um procedimento de composição negociada (composizione negoziata) no âmbito da legislação italiana de crise empresarial (D.Lgs. 14/2019), com prorrogação de 120 dias a partir de maio. Como parte da reestruturação, a empresa vendeu suas lojas da marca Modus às concorrentes D.M.O. e Douglas Italia. Em 29 de maio de 2025, a Vallesi iniciou um procedimento de demissão coletiva que afetou 55 trabalhadores em toda a Itália, incluindo 15 em Roma. A força de trabalho era 97% feminina, muitas descritas como trabalhadoras com renda única e filhos menores.

As negociações entre a empresa e o sindicato Fisascat-Cisl fracassaram sem acordo. O sindicato acusou a Vallesi de agir unilateralmente, enviando cartas de demissão antes da conclusão do procedimento legalmente previsto e antes da convocação de uma mesa de crise ministerial. O sindicato exigiu uma mesa institucional urgente no Ministério das Empresas e do Made in Italy, mas as demissões prosseguiram. O caso ilustrou a fragilidade das redes italianas de médio porte de varejo de perfumaria, espremidas entre a concorrência online e a expansão de players maiores como a Douglas.

Vendeu suas lojas Modus às concorrentes D.M.O. e Douglas após entrar em composição negociada, demitindo 55 trabalhadores, 97% mulheres, muitas com renda única e filhos menores.

As redes italianas de perfumaria de médio porte estavam espremidas entre as vantagens de escala de players maiores como a Douglas e a conveniência do varejo de beleza online.

O procedimento de crise da empresa levou a uma venda de liquidação das lojas para concorrentes, em vez de uma recuperação autônoma viável, sugerindo que o modelo de negócios já não era sustentável.

As negociações sindicais fracassadas e as cartas de demissão unilaterais transformaram uma reestruturação em um conflito trabalhista, prejudicando a reputação da empresa e complicando a transição.

A força de trabalho 97% feminina, com famílias de renda única, tornou as demissões socialmente devastadoras, atraindo atenção política, mas sem salvar o negócio.

Uma rede varejista regional que não consegue igualar o poder de compra de um player nacional nem a conveniência do comércio eletrônico será absorvida por um ou por outro. A única questão é se a saída será ordenada.

As lojas da marca Modus da Vallesi foram absorvidas pela D.M.O. e pela Douglas Italia. O sindicato Fisascat-Cisl continuou a exigir intervenção institucional. O caso passou a fazer parte de um padrão mais amplo de consolidação do varejo italiano, com a Douglas fechando aproximadamente 128 lojas na Itália no mesmo período enquanto adquiria pontos de concorrentes.

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As fontes

  1. RomaToday — Licenziamenti profumerie Modus, 55 lavoratori a casa (2025) romatoday.it
  2. BeautyBiz — Vallesi Spa, prosegue lo stato di crisi (2025) beautybiz.it