A Kimly, operadora de cafeterias do Catalist da SGX, assinou em 2 de julho de 2018 um contrato de compra e venda para adquirir a Asian Story Corporation, anunciada como fabricante e distribuidora de bebidas asiáticas, por S$16 milhões. O que o anúncio não mencionou: o envolvimento da Pokka. Segundo o documento da Pokka noticiado pelo The Straits Times, a ASC nunca teve qualquer capacidade de fabricação e distribuição e aparentava ter apenas um funcionário; a Kimly respondeu que a ASC era proprietária das marcas e seguia uma "estratégia de negócio de ativos leves", com dois funcionários na época da aquisição, terceirizando a produção para a Pokka.

A sobreposição passava pelo próprio conselho da Kimly. Alain Ong, ex-CEO da Pokka, havia ingressado na Kimly como diretor não executivo e não independente em 15 de fevereiro de 2017, antes do IPO, e integrou seus comitês de auditoria e de remuneração até janeiro de 2018. A Pokka o processa por supostamente desviar negócios para a ASC e inflar o valor da ASC em antecipação à aquisição pela Kimly, alegando perdas de pelo menos S$10 milhões. Em resposta a questionamentos da Singapore Exchange, a Kimly rescindiu o negócio em 29 de novembro de 2018.

O patrocinador da Kimly, a PrimePartners Corporate Finance, informou à bolsa que o diretor executivo Vincent Chia — e não Ong — era a pessoa-chave que conduzia o IPO da empresa e tratava com o gestor da emissão durante a due diligence, e afirmou que a investigação do Commercial Affairs Department sobre o negócio ainda estava em andamento. A Kimly disse não ter conhecimento de quaisquer acusações formais contra seus diretores.

A aquisição de S$16 milhões foi rescindida; uma investigação do Commercial Affairs Department sobre o negócio ainda estava aberta em setembro de 2019

A Kimly anunciou a aquisição sem divulgar que a ASC era apenas proprietária de marcas cujas bebidas eram produzidas e distribuídas pela Pokka — a omissão que os reguladores questionaram.

O fundador da ASC transferiu 100 por cento dela em 2015 e comprou tudo de volta em 2016 — uma troca de propriedade que a due diligence deveria ter ponderado antes da assinatura.

Um ex-CEO da Pokka no conselho e no comitê de auditoria da Kimly enquanto ela comprava uma marca fabricada pela Pokka conferiu ao negócio um conflito que o anúncio de julho de 2018 nunca reconheceu.

Um alvo sem operações, um vendedor com participações acionárias trocadas e o ex-empregador de um insider como fabricante contratado são sinais de alerta de due diligence, não detalhes.

O negócio de S$16 milhões foi rescindido em 29 de novembro de 2018, e as ações da Kimly caíram 2,2 por cento quando ela divulgou as respostas do patrocinador em 3 de setembro de 2019. A investigação do CAD permaneceu aberta; a Kimly disse que o conselho não via motivo para os diretores se afastarem, com o presidente Lim Hee Liat continuando a supervisionar o grupo e Vincent Chia mantendo seu cargo.

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As fontes

  1. Kimly's sponsor says ex-Pokka CEO not mastermind of IPO; CAD probe ongoing The Business Times · businesstimes.com.sg ·