Em 25 de junho de 2026, a Comissão de Comércio Justo do Japão (JFTC) considerou 29 empresas de construção sediadas em Takamatsu, Kagawa, culpadas de combinação de preços (restrição indevida do comércio) nas licitações de obras civis da província. Vinte e sete empresas ainda em atividade foram condenadas a pagar sobretaxas que totalizam ¥441,77 milhões; 20 delas também receberam ordens de exclusão para cessar a prática e estabelecer medidas de prevenção. Uma empresa, a Tsubomi Kensetsu, escapou da sobretaxa ao denunciar o cartel no âmbito do programa de leniência da JFTC.

O conluio durou de maio de 2021 a setembro de 2024 e abrangeu 268 contratos de obras civis da província com preços esperados de ¥30 milhões ou mais — incluindo diques costeiros e fluviais construídos para defesa contra terremoto e tsunami da Fossa de Nankai e novas obras de rodovias troncais. Os vencedores previamente combinados foram decididos em mais de 90% dessas licitações, gerando cerca de ¥12 bilhões em contratos obtidos de forma indevida.

O mecanismo era abertamente territorial: Takamatsu foi dividida em quatro áreas, e as empresas sediadas onde o projeto estava localizado tinham prioridade sobre a obra. Cada área tinha um coordenador que negociava o acordo pré-licitação, enquanto todos os demais participantes cooperavam apresentando propostas altas ou não apresentando proposta alguma. As reuniões de articulação ocorriam no salão da associação de construção de engenharia civil de Kagawa.

O fato mais grave é a reincidência: a maioria dessas empresas, incluindo a mais multada, Murakami-gumi (¥30,55 milhões), já havia recebido recomendações de exclusão da JFTC em 2001, quando cerca de 160 empresas foram flagradas fraudando obras públicas de Kagawa e Takamatsu e 134 pagaram aproximadamente ¥1 bilhão no total. A resposta de Kagawa na época — trocar a licitação por convite designado pela licitação pontuada de "avaliação abrangente" — não rompeu a rede que gerava o conluio.

¥441,77 milhões em sobretaxas da JFTC — 4% dos contratos vencidos — sobre cerca de ¥12 bilhões em contratos obtidos por meio de licitações fraudadas; 20 empresas sob ordens de exclusão

Concentração de incumbentes: 27 empresas locais tratavam o calendário de licitações da província como uma cota compartilhada, dando prioridade às empresas "locais" do canteiro, independentemente de preço ou competência.

As sanções de 2001 nunca desmantelaram os coordenadores; anos de reuniões compartilhadas no salão da associação industrial mantiveram a rede viva até que ela se reformasse sob as novas regras de licitação.

A pontuação por avaliação abrangente premiava histórico e pontos técnicos que os membros do cartel já possuíam, de modo que a reforma cristalizou justamente a hierarquia de que o conluio precisava para alocar o trabalho.

A dissuasão falhou pela segunda vez: as multas de 2001 foram lidas como um custo de fazer negócios, e um quarto de século depois as mesmas empresas voltaram a combinar licitações.

Kagawa reformou sua licitação após o caso de cartel de 2001, e as mesmas empreiteiras aprenderam a manipular o novo sistema pontuado. As regras mudam mais rápido do que as redes de confiança que deveriam derrotar.

A ordem de sobretaxa fixou prazo de pagamento para 26 de janeiro de 2027, com a maior fatura individual recaindo sobre a Tozan Kensetsu, de ¥35,24 milhões. A Murakami-gumi declarou que revisará a ordem e responderá de forma adequada. O governador Ikeda Toyohito classificou a conclusão como profundamente lamentável, prometeu suspensões de designação contra as empresas notificadas e afirmou que a província trabalhará por meio de grupos industriais para tornar as compras mais transparentes e competitivas após o trânsito em julgado da ordem. O escritório de Shikoku da JFTC instou o setor a nunca repetir a combinação de preços.

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As fontes

  1. 【詳報】談合の仕組みは? 香川県発注工事の談合で27社に課徴金〈命令受けた事業者と金額一覧も〉 KSB Setouchi Broadcasting via Yahoo! News · news.yahoo.co.jp ·
  2. 香川県発注工事の入札で談合を繰り返したとして、公正取引委員会は25日、県内の建設会社29社の独禁法違反を認定し、うち27社に計約4億4000万円の課徴金納付を命じた Jiji Press · jiji.com ·
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