Em novembro de 2019, a HDC Hyundai Development Company foi selecionada como licitante preferencial da Asiana Airlines, com a Mirae Asset Securities integrando o consórcio e ₩250 bilhões depositados em garantia para a compra junto à controladora Kumho. Dez meses depois, em setembro de 2020, o consórcio abandonou abruptamente a aquisição, alegando a dívida crescente da Asiana. A Asiana e a Kumho — assessoradas por dois dos principais escritórios de advocacia da Coreia, Yoon & Yang e Shin & Kim — entraram com ação naquele novembro, alegando que o contrato foi rescindido porque a HDC simplesmente passou a relutar em concluir o negócio.
Em 17 de novembro de 2022, o Tribunal Distrital Central de Seul decidiu a favor dos vendedores: a HDC e a Mirae Asset não tinham direito à devolução dos seus ₩250 bilhões combinados depositados em garantia, e foram condenadas a pagar mais ₩1,5 bilhão por descumprimento do contrato. A HDC disse que recorreria — lamentando que "o tribunal não levou em conta os efeitos negativos da culpa do vendedor" — atribuindo o cancelamento à recusa da Asiana em fornecer informações suficientes. Se o recurso fracassasse, a HDC perderia ₩200 bilhões e a Mirae Asset ₩50 bilhões, enquanto a Asiana e a Kumho embolsariam ₩220 bilhões e ₩30 bilhões.
Para a HDC, o momento foi brutal: a construtora já vinha pagando indenizações aos compradores do complexo residencial Gwangju I'Park, cuja reconstrução se seguiu ao seu desabamento no início daquele ano. A Asiana, por sua vez, comemorou a decisão enquanto navegava por uma incerteza crescente em torno da sua aquisição pela rival Korean Air.
Depósito de ₩250 bilhões (US$ 190 milhões) perdido — ₩200 bilhões da HDC e ₩50 bilhões da Mirae Asset — mais ₩1,5 bilhão em indenização por descumprimento de contrato, com recurso pendente.
O consórcio comprometeu ₩250 bilhões em garantia antes do fechamento, dando aos vendedores uma pretensão que valia a pena defender quando o negócio fracassou.
A HDC abandonou a compra em setembro de 2020, citando a dívida crescente da Asiana — mas o tribunal concluiu que foi a relutância do comprador em fechar o negócio, e não as divulgações do vendedor, que rompeu o contrato.
O tribunal não apenas manteve o depósito com os vendedores, como acrescentou ₩1,5 bilhão em danos pelo próprio descumprimento.
A aposta da HDC no recurso a expôs a um ano já pesado, com os custos de indenização do Gwangju I'Park somando-se ao depósito congelado.
A lição
Os depósitos precificam o seu direito de desistir: a HDC aprendeu que hesitar num negócio de ₩trilhão custa um quarto de trilhão de wons mesmo quando as contas do alvo parecem ruins.
A HDC apresentou recurso para "proteger seus acionistas e stakeholders", contratando o Yulchon, enquanto a Mirae Asset manteve o Lee & Ko. A Asiana instou a HDC a cumprir a decisão, e o veredito aliviou brevemente a pressão sobre a companhia aérea enquanto sua aquisição pela Korean Air oscilava em meio à incerteza.
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As fontes
- HDC, Mirae Asset lose in $190-million lawsuit over failed Asiana takeover The Korea Times · koreatimes.co.kr ·