O First Republic Bank, uma instituição de crédito sediada em São Francisco conhecida por atender clientes ricos com hipotecas de alto valor e atendimento personalizado, era considerado um dos bancos regionais mais seguros dos EUA. Sua carteira de empréstimos era de alta qualidade, e seus clientes eram abastados.
Mas quando o SVB faliu em março de 2023, a base de depositantes do First Republic — concentrada em pessoas físicas e empresas ricas com depósitos acima do limite de seguro de US$ 250.000 do FDIC — entrou em pânico. Apesar de um depósito de resgate de US$ 30 bilhões de grandes bancos, o First Republic perdeu mais de US$ 100 bilhões em depósitos no primeiro trimestre de 2023.
Em 1º de maio de 2023, o FDIC tomou o First Republic e o vendeu ao JPMorgan Chase por US$ 10,6 bilhões. Foi a segunda maior falência bancária da história dos EUA. O caso ilustrou como a percepção de segurança pode ser tão frágil quanto a realidade: os empréstimos do First Republic eram seguros, mas seus depositantes não estavam segurados e, em um pânico, a qualidade da carteira de crédito não importa — o que importa é a velocidade da retirada.
Um depósito de resgate de US$ 30 bilhões não conseguiu deter a fuga; o JPMorgan comprou o banco por US$ 10,6 bilhões depois que US$ 100 bilhões saíram.
Os depositantes do First Republic estavam concentrados em clientes ricos com depósitos não segurados.
O colapso do SVB desencadeou um pânico entre depositantes não segurados em bancos regionais.
Um depósito de resgate de US$ 30 bilhões de grandes bancos foi insuficiente para deter a saída de recursos.
O First Republic perdeu mais de US$ 100 bilhões em depósitos; o JPMorgan o adquiriu por US$ 10,6 bilhões.
A lição
A segurança de um banco é medida pela confiança de seus depositantes, não pela sua carteira de empréstimos. Os empréstimos do First Republic eram seguros, mas seus depositantes não estavam segurados. A confiança é o ativo.
O JPMorgan adquiriu as operações do First Republic. O caso, ao lado do SVB e do Credit Suisse, levou a uma reavaliação dos limites do seguro de depósitos e da regulamentação dos bancos regionais.
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