A Chanje foi fundada por Bryan Hansel, ex-funcionário da Smith Electric Vehicles, para importar vans elétricas de entrega quase prontas do grupo chinês Five Dragons, montá-las nos Estados Unidos e vendê-las a frotas. A empresa saiu do modo sigiloso em 2017 com um acordo de 125 vans com a Ryder, que ajudou a intermediar o arrendamento de cerca de 900 vans para a FedEx; a FedEx concordou em comprar mais 100 diretamente, e a Amazon realizou um pequeno teste em 2018.

O The Verge relata que a Chanje começou a atrasar salários em 2017 e interrompeu as entregas à Ryder depois de apenas 22 vans. A Five Dragons, sua principal fonte de financiamento, foi atingida pelos cortes nos subsídios chineses para veículos elétricos e por prejuízos em uma rodovia que seu presidente havia apoiado. Uma carta de intenção de compra de US$ 260 milhões da J. Streicher, no início de 2020, não se concretizou quando a pandemia chegou, e a Five Dragons foi levada à falência nas Bermudas por seus credores em 2020.

A Chanje também recebeu dinheiro da FedEx para construir depósitos de recarga na Califórnia e instalou carregadores em cerca de metade dos 42 locais prometidos. Ex-funcionários dizem que parte desse dinheiro foi usada para manter as operações funcionando enquanto os subcontratados ficavam sem pagamento. Hansel demitiu a equipe restante na sexta-feira antes do fim de semana do Memorial Day de 2021 e disse ao The Verge que havia sido otimista demais em relação aos desafios financeiros e geopolíticos.

A Ryder processou a empresa em março de 2021 e busca uma sentença à revelia de quase US$ 4 milhões. A FedEx processou em julho de 2021 para recuperar quase US$ 4 milhões. Pelo menos quatro ex-funcionários entraram com ações por salários atrasados, incluindo um ex-diretor de operações a quem são devidos mais de US$ 300.000.

A Ryder recebeu apenas 22 vans; as 1.000 da FedEx nunca chegaram; Ryder e FedEx processam, cada uma, pedindo quase US$ 4 milhões; funcionários ficaram com salários atrasados; a Chanje encerrou atividades em maio de 2021

A Chanje dependia da Five Dragons tanto para suas vans quanto para seu financiamento, e a Five Dragons estava perdendo dinheiro e entrando em inadimplência em empréstimos.

Os clientes receberam promessas de volumes que a empresa não conseguia produzir: a Ryder recebeu 22 vans e as 1.000 da FedEx nunca chegaram.

A FedEx pagou por uma infraestrutura de recarga que estava apenas cerca de metade construída, e ex-funcionários dizem que parte do dinheiro foi usada para cobrir custos operacionais enquanto os subcontratados não eram pagos.

Uma compra de US$ 260 milhões por um investidor fracassou em 2020 com a chegada da pandemia, deixando a Chanje sem salvador.

Não se deve construir um negócio em cima de um único fornecedor-financiador que já está em dificuldades. A Chanje fechou contratos com grandes clientes de frotas, mas não conseguiu financiar as vans, e os clientes ficaram com a conta.

A Chanje encerrou atividades em maio de 2021. Ryder e FedEx buscaram, cada uma, sentenças à revelia, e o The Verge observou que, como no caso da Ryder, pode não haver nada restante para cobrar. A FedEx, em vez disso, encomendou vans elétricas da unidade BrightDrop da GM para manter em dia seu esforço de US$ 2 bilhões pela neutralidade de carbono. Hansel lançou uma consultoria de desenvolvimento pessoal, a Cohd. As alegações sobre Hansel e sobre o uso do dinheiro da FedEx vêm de ex-funcionários que falaram anonimamente e de documentos judiciais, não de decisões judiciais.

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As fontes

  1. Inside the slow, strange collapse of electric delivery startup Chanje The Verge · theverge.com ·