A VIQ Solutions Australia fornecia transcrições para os tribunais de família e federais, para o Tribunal de Emprego da Austrália do Sul e para tribunais e órgãos de julgamento em Queensland, Nova Gales do Sul, Victoria e Austrália Ocidental. No início de 2026, a ABC revelou que arquivos judiciais sensíveis estavam sendo transcritos na Índia, em violação ao contrato governamental multimilionário da empresa.

Os administradores da McGrathNicol foram acionados em 16 de março, quatro semanas após a violação se tornar pública, para avaliar se o negócio era viável. Em 5 de junho, a ABC noticiou que a controladora canadense da VIQ havia sido informada de que o processo de venda ou recapitalização não teve êxito e que os administradores realizariam um "encerramento ordenado" das operações australianas. Na semana anterior, a comissão de estimativas do Senado havia ouvido que quase 150 processos judiciais estavam envolvidos na violação, embora o número exato de casos potencialmente comprometidos não pudesse ser verificado porque a controladora canadense não havia cooperado.

A ABC entendeu que todos os transcritores judiciais seriam demitidos e que nenhum novo pedido de transcrição seria aceito pelo portal da empresa. Um transcritor anônimo disse que a equipe não tinha contratos renovados nem garantias dos tribunais. O Tribunal Federal afirmou que estava trabalhando em arranjos de contingência com um painel de fornecedores de transcrição no país e transcritores internos.

Quase 150 processos judiciais envolvidos na violação; administradores nomeados em 16 de março de 2026; todos os transcritores judiciais com demissão prevista

A empresa realizou o trabalho na Índia, o que, segundo a ABC, violou seu contrato governamental.

Sua controladora no Canadá não cooperou com os representantes dos tribunais que tentavam estabelecer quais casos foram expostos, conforme o depoimento na comissão de estimativas do Senado citado pela ABC.

A venda ou recapitalização buscada pelos administradores fracassou, de modo que nenhum comprador assumiu o contrato.

A VIQ era fornecedora monopolista em muitos tribunais, então sua saída não deixou substituto pronto, segundo o senador dos Verdes David Shoebridge.

Se um contrato determina que os dados permaneçam no país, terceirizar o trabalho para o exterior a fim de cortar custos coloca todo o contrato em risco, e um fornecedor que domina um mercado pode falir com seus clientes ainda dependentes dele.

O Tribunal Federal afirmou que estava tomando "todas as medidas necessárias" para controlar os dados e as gravações dos tribunais, armazenaria o áudio de audiências recentes e futuras para transcritores alternativos e publicaria novos arranjos "em tempo oportuno". Advogados alertaram que transcrições atrasadas poderiam ser devastadoras para os casos. O senador Shoebridge pediu que os supervisores do contrato explicassem sua devida diligência na comissão de estimativas do Senado e defendeu um serviço público permanente de transcrição.

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As fontes

  1. Court transcription company VIQ Solutions to be shut down, mass redundancies expected ABC News · abc.net.au ·