A Petro-Diamond Singapore era a subsidiária de negociação de petróleo sediada em Singapura da Mitsubishi Corporation, um dos maiores conglomerados comerciais do Japão. A empresa comprava e negociava petróleo bruto e produtos petrolíferos em toda a Ásia, atuando como elo fundamental na cadeia global de fornecimento de energia da Mitsubishi.
Em 2019, a empresa descobriu que um trader chamado Wang Xingchen (também conhecido como Jack) havia realizado negociações não autorizadas de derivativos de petróleo que resultaram em perdas de aproximadamente US$ 360 milhões. O trader havia excedido seus limites autorizados e ocultado as posições da administração, de modo semelhante a escândalos anteriores de traders fraudulentos no Sumitomo, no Barings e no Société Générale.
A perda foi uma das maiores perdas de negociação em Singapura desde o escândalo da Hin Leong. A Mitsubishi Corporation foi forçada a absorver a perda e a reforçar seus controles internos sobre a unidade de Singapura. O caso evidenciou os desafios de gerenciar riscos em operações de negociação de commodities geograficamente distantes da sede.
O escândalo da Petro-Diamond Singapore foi separado de um incidente posterior, em 2024, quando a mesma subsidiária sofreu outra perda de US$ 90 milhões com negociações não autorizadas de petróleo. Os dois incidentes, com cinco anos de intervalo, sugeriram que os controles de risco da Mitsubishi em Singapura permaneceram inadequados apesar do alerta de 2019.
A Mitsubishi absorveu a perda de US$ 360 milhões e apertou os controles, mas a mesma unidade perdeu outros US$ 90 milhões cinco anos depois, provando que a supervisão à distância continuou fraca.
O trader Wang Xingchen excedeu os limites autorizados em negociações de derivativos de petróleo e ocultou as posições não autorizadas da administração, explorando a distância entre Singapura e a sede em Tóquio.
A supervisão da Mitsubishi sobre sua unidade de negociação de petróleo em Singapura foi insuficiente — a perda de US$ 360 milhões pôde se acumular sem ser detectada pelos sistemas de risco da empresa-mãe.
A lição
Um trader fraudulento em Singapura custou à Mitsubishi US$ 360 milhões — e depois outros US$ 90 milhões cinco anos mais tarde. A Petro-Diamond provou que uma subsidiária distante é um risco que a sede não pode terceirizar.
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