A usina siderúrgica de Whyalla perdeu quase A$ 320 milhões nos sete meses anteriores a ser colocada sob administração pelo governo da Austrália do Sul em 19 de fevereiro de 2025 — um prejuízo antes de impostos de A$ 319,1 milhões, ou "aproximadamente A$ 1,5 milhão por dia", com margem de prejuízo de 26,7%, informou a administradora KordaMentha aos credores. A extensão total dos passivos da proprietária OneSteel Manufacturing chegou a A$ 1,34 bilhão em 19 de fevereiro de 2025.

O balanço contava uma história de anos de negligência: A$ 189 milhões em direitos trabalhistas pendentes, A$ 40,2 milhões em contas de água não pagas e royalties de mineração devidos ao governo estadual, A$ 569 milhões devidos a entidades associadas da controladora GFG Alliance e A$ 437 milhões a credores comerciais e fornecedores. O administrador Sebastian Hams disse que o estado da planta era "definitivamente pior" do que na administração da Arrium quase uma década antes: "Ela foi degradada por falta de investimento."

A operação vivia de restos — "encontramos uma situação em que havia A$ 8 milhões no banco", disse Hams, com a usina siderúrgica "funcionando com a boa vontade de nossos empregados e credores para mantê-la em operação". A falta de gastos com manutenção da planta fez com que ela começasse a "depender da sorte para a segurança", após duas paradas do alto-forno em 2024 interromperem a produção de aço por meses. O governo estadual adiantou à KordaMentha A$ 100 milhões iniciais para manter a usina siderúrgica operando durante a administração.

A$ 1,34 bilhão em passivos, incluindo A$ 189 milhões em direitos trabalhistas e A$ 40,2 milhões em contas de água e royalties não pagos; prejuízo antes de impostos de A$ 319,1 milhões em sete meses.

Anos de subinvestimento na manutenção da planta deixaram a usina siderúrgica operando em um estado que o administrador descreveu como dependente da sorte para a segurança.

Duas paradas do alto-forno em 2024 interromperam a produção por meses, aprofundando restrições de capital de giro e restrições de embarque.

A dívida com partes relacionadas dominava o balanço: A$ 569 milhões eram devidos a entidades associadas da controladora GFG Alliance.

Restavam apenas A$ 8 milhões no banco, com a planta mantida viva pela boa vontade de empregados e credores.

Manutenção adiada é dívida: uma planta que pula a manutenção não economiza o dinheiro, ela o toma emprestado a juros compostos do seu próprio futuro.

A KordaMentha recebeu A$ 100 milhões iniciais do governo da Austrália do Sul para manter a usina siderúrgica operando; a BlueScope Steel, listada na ASX, seria nomeada consultora especializada, embora um novo proprietário de longo prazo possa levar mais de um ano para aparecer. Não estava claro se os prejuízos de A$ 1,5 milhão por dia haviam cessado.

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As fontes

  1. Whyalla steelworks losing $1.5m per day before administration, KordaMentha says ABC News (Australia) · abc.net.au ·