A Liberty Bell Bay, proprietária da única fundição de ligas de manganês da Austrália, em Bell Bay, no norte da Tasmânia, foi colocada em administração voluntária em março de 2026, após anos de dificuldades financeiras dentro da GFG Alliance, de Sanjeev Gupta. A Ernst and Young foi nomeada administradora para estabilizar as operações, garantir financiamento e conduzir um processo de venda de “uma peça crítica de infraestrutura”. O caso decorreu de um pedido da ASIC para liquidar e encerrar a LBB por não ter apresentado demonstrações financeiras durante cinco anos, que foi levado ao Supremo Tribunal de Nova Gales do Sul em 16 de março.

O credor garantido, o grande financiador White Oak Commercial Finance, tomou a decisão de colocar a LBB em administração. A fundição operava em regime limitado desde maio de 2025, quando a GFG atribuiu a perda de fornecimento de minério a um ciclone que forçou a declaração de força maior. O governo da Tasmânia havia concedido um empréstimo de 20 milhões de dólares em agosto, dos quais 14,5 milhões compraram um carregamento de 23.000 toneladas de minério para reiniciar as operações — mas o minério, entregue em outubro, nunca foi utilizado, e em janeiro o governo nomeou administradores judiciais para protegê-lo.

A administração foi o mais recente desmoronamento das operações australianas da GFG desde o colapso da sua financiadora Greensill Capital em 2021: o governo da Austrália do Sul forçou a siderúrgica de Whyalla a entrar em administração por dívidas estimadas em 300 milhões de dólares, e a sua mina de carvão de Tahmoor entrou em liquidação com 238 perdas de empregos. O ministro federal da Indústria, Tim Ayres, disse que a GFG não conseguiu apresentar “um caminho claro de futuro para os trabalhadores, a comunidade e as empresas locais”.

A fundição em operação limitada desde maio de 2025; um empréstimo estatal de 20 milhões de dólares gasto em minério nunca utilizado; 216 empregos em suspenso.

Cinco anos de demonstrações financeiras não apresentadas deixaram os reguladores com a liquidação como solução padrão e os credores sem visão da verdadeira situação da empresa.

A GFG comprou a fundição em 2020 e perdeu o financiamento da sua cadeia de fornecimento quando a Greensill entrou em colapso em 2021, deixando o ativo estruturalmente subfinanciado.

A empresa aceitou um empréstimo governamental de 20 milhões de dólares para comprar minério de reinício, mas depois deixou o carregamento de 23.000 toneladas sem uso durante meses — queimando a boa vontade pública.

Força maior, deterioração do mercado e custos crescentes tornaram-se a explicação habitual, enquanto os problemas subjacentes de financiamento e conformidade permaneceram sem solução.

A conformidade é uma garantia: uma empresa que deixa de apresentar contas atrai um pedido de liquidação, e todo credor interpreta demonstrações ausentes como sinal de dificuldade.

Morgan Kelly, da Ernst and Young, disse que o foco imediato era estabilizar as operações e encontrar um novo proprietário, trabalhando com os governos estadual e federal e com a força de trabalho de 216 pessoas, mantendo a administração existente no cargo. O Sindicato Australiano dos Trabalhadores apoiou a administração em vez da liquidação por oferecer “potencialmente um futuro para o local”, após o que os empregados chamaram de montanha-russa desde maio de 2025. A GFG disse que cooperaria com os administradores; o caso de liquidação da ASIC continuou separadamente no Supremo Tribunal.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Liberty Bell Bay placed into voluntary administration after years of GFG Alliance financial struggles ABC News · abc.net.au ·