Entre setembro de 2017 e março de 2019, 28 investidores compraram arrendamentos de quartos em lares de idosos de luxo desenvolvidos pela The Care Home Group (Carlauren). Pagaram £2,8 milhões — muitas vezes economias para a aposentadoria ou heranças — com base em promessas de rendimentos anuais garantidos de 10% ao longo de 10 anos. A One Touch Solution comercializava os quartos por meio de seu site, eventos e representantes de vendas, descrevendo-se como uma empresa de investimentos experiente que pesquisava oportunidades antes de recomendar. Em meados de 2019, todos os esquemas haviam fracassado; a Carlauren entrou em insolvência, e a One Touch entrou em liquidação voluntária de credores.
Em 9 de outubro de 2026, a Recorder Janet Bignell KC, atuando como juíza substituta da High Court, decidiu em favor dos investidores. A One Touch não era um intermediário passivo: suas tratativas "equivaleram a aconselhamento, não apenas ao fornecimento de informações". Ela incentivou a confiança em sua expertise, qualificou os investimentos como cuidadosamente pesquisados e de risco mínimo, e sugeriu que advogados haviam revisado os contratos — o que não foi corroborado pelas provas. As empresas de recompra não tinham histórico comercial, os investidores não foram devidamente alertados, e a juíza rejeitou o argumento de que "investimentos fáceis de poltrona" era propaganda exagerada.
A defesa da One Touch — de que atuava exclusivamente para os desenvolvedores, repassava informações fornecidas pela TCHG, e que as perdas decorreram de suposta fraude da administração da TCHG — fracassou. Os investidores que haviam reclamado ao Property Ombudsman já haviam obtido anteriormente conclusões de falhas no serviço e compensação, mas o ombudsman não havia responsabilizado a One Touch por suas perdas; a empresa argumentou que isso impedia as ações judiciais. O tribunal discordou e observou que a One Touch continuou recomendando investimentos apesar das evidências crescentes de problemas nos empreendimentos.
Responsabilidade na High Court perante investidores que pagaram £2,8 milhões nos esquemas; a empresa já havia entrado em liquidação voluntária de credores
Ela se apresentava como pesquisadora de oportunidades antes de recomendá-las — o que fez de seus anúncios aconselhamento.
O material promocional sugeria que advogados independentes haviam revisado os contratos; o tribunal não encontrou provas disso.
Os garantidores de recompra não tinham histórico comercial estabelecido, e os riscos para os rendimentos prometidos não foram mencionados.
Ela continuou recomendando os investimentos à medida que as evidências de problemas aumentavam.
A lição
Quando um comercializador alega expertise, due diligence e garantias, a lei pode tratar o anúncio como aconselhamento. 'Investimento de poltrona' não é propaganda exagerada se os veículos de recompra não têm histórico comercial.
A decisão de 9 de outubro de 2026 dá aos investidores uma sentença da High Court contra a comercializadora dos esquemas fracassados, com o artigo observando implicações significativas para intermediários de investimento imobiliário e suas seguradoras de responsabilidade civil profissional — e para a tênue linha entre comercializar investimentos e dar aconselhamento de investimento.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Property-marketing company liable over £2.8m care-home scheme collapse ICLG · iclg.com ·