Em agosto de 2023, a Grindr deu à sua equipe totalmente remota duas semanas para se comprometer a trabalhar em um escritório dois dias por semana a partir de outubro, ou perder o emprego em 31 de agosto. A política teria forçado muitos a se mudar para Los Angeles, Chicago ou São Francisco. Segundo o sindicato da Grindr, que havia se tornado público duas semanas antes do ultimato, 82 dos 178 funcionários (46%) foram demitidos após rejeitarem a exigência. A Grindr ofereceu um auxílio-mudança aos que ficaram e seis meses de verbas rescisórias aos que não se comprometeram.

A WIRED relata que a política pegou muitos funcionários de surpresa porque, segundo dois funcionários presentes no encontro de junho, o CEO George Arison havia dito que nenhuma mudança estava planejada por seis meses, e uma chefe interina de RH publicou no Slack que nada estava mudando ainda para os funcionários atuais. O sindicato estimou que 70% da equipe de engenharia, 80% de produto e 85% de design de produto foram cortados; a Grindr contestou os números, mas não divulga os seus próprios. Nove dos 11 membros do comitê organizador do sindicato foram forçados a sair, segundo um funcionário.

O Communications Workers of America apresentou uma denúncia de prática trabalhista ilegal em agosto, alegando que a exigência punia a sindicalização, e mais duas denúncias em 6 de setembro sobre um chat de Zoom desativado e os termos de confidencialidade de um acordo de verbas rescisórias. A Grindr disse que o plano de retorno ao escritório não tinha relação com a sindicalização e que havia começado a migrar para o modelo híbrido em abril, quando concentrou a contratação de engenharia em Chicago.

82 dos 178 funcionários (46%) demitidos segundo o sindicato; três denúncias de prática trabalhista ilegal no NLRB; o sindicato estima 70% da engenharia cortada (a Grindr contesta)

O ultimato deu à equipe duas semanas para decidir se se comprometeria com o trabalho presencial, com mudança necessária para muitos deles.

Funcionários dizem que garantias anteriores do CEO em junho e do RH no Slack de que o trabalho remoto não mudaria foram revertidas com pouco aviso.

A exigência chegou duas semanas depois de os funcionários tornarem público seu sindicato, o que a CWA alega ter sido retaliação; a Grindr nega.

Cerca de oito funcionários assumidamente trans que teriam de se mudar optaram por não fazê-lo, contou um funcionário à WIRED, citando o clima político para pessoas LGBTQ+.

Reverter uma promessa de prioridade ao remoto com duas semanas de aviso, logo após uma mobilização sindical, atrai tanto a evasão quanto uma batalha jurídica. As pessoas que você perde são as que conseguem facilmente trabalhar em outro lugar.

A WIRED relatou que os funcionários restantes se preocupavam com a funcionalidade do aplicativo à medida que a engenharia perdia seu conhecimento institucional, com uma segunda fase da implantação prevista para o ano seguinte para as equipes de privacidade e experiência do cliente. O NLRB poderia revogar partes do acordo de verbas rescisórias ou ordenar que a Grindr não proíba esse tipo de manifestação; a reportagem não relata nenhuma decisão. O sindicato esperava reverter a política de retorno ao escritório. Os números de demissões vêm do sindicato, e a empresa contesta as estimativas por departamento.

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As fontes

  1. Grindr's Return-to-Office Ultimatum Has Gutted a Uniquely Queer Space in Tech WIRED · wired.com ·