A Hearst lançou a CosmoGIRL! em 1999 como a irmã adolescente da Cosmopolitan — moda, beleza, celebridades e conselhos para garotas que um dia chegariam à revista grande. Atoosa Rubenstein ajudou a lançá-la como editora-chefe. Por alguns anos a fórmula funcionou: uma porta de entrada barata para o portfólio de moda da Hearst, renovada a cada temporada por leitoras jovens demais para a Cosmopolitan.
Por volta de 2006, a categoria adolescente estava desmoronando ao seu redor. A YM havia fechado no início de 2005; Elle Girl e Teen People anunciaram naquele ano que suspendiam o impresso para viver em seus sites. A Hearst fez a aposta oposta para a CosmoGIRL! e a Seventeen: manter a edição impressa e buscar o público por meio de sites relançados e conteúdo para celulares. "Você não pode ser apenas um editor de revista sentado no seu escritório", disse Rubenstein, então à frente da Seventeen, à AP. Uma pesquisadora da Nielsen alertou que as revistas estavam "exagerando no uso da carta da autoridade" com leitoras que geravam sua própria mídia.
A aposta no impresso comprou dois anos. Em 10 de outubro de 2008, a WWD noticiou que a Hearst estava encerrando a CosmoGIRL!; a edição de dezembro de 2008 foi a última. Os assinantes foram transferidos para a Seventeen, e o site da CosmoGIRL! foi reformulado como um site de notícias no estilo fofoca. A Columbia Journalism Review mais tarde a incluiu entre a onda de títulos adolescentes que morreram entre 2005 e 2015, à medida que os smartphones e as redes sociais tomaram o público.
Manteve o impresso enquanto as rivais o abandonavam, comprando dois anos, mas o colapso publicitário de 2008 acabou com ela; os assinantes foram para a Seventeen.
As leitoras adolescentes cresciam e saíam a cada poucos anos, então a edição impressa precisava se reabastecer constantemente — e, depois de 2005, o reabastecimento migrou para o MySpace e depois para os celulares.
Manter o impresso enquanto as rivais o abandonavam era uma proteção de dois anos, não um fosso: o colapso publicitário de 2008 eliminou a economia de uma revista cujo público já estava online.
A marca era estruturalmente redundante — as leitoras passavam para a Cosmopolitan, e a Hearst consolidou o restante na Seventeen em vez de financiar três títulos.
A lição
Manter o impresso vivo enquanto as rivais o abandonam compra tempo, não um futuro — quando o público de uma categoria envelhece e sai e migra para o online, a última revista de pé ainda assim é encerrada.
Os assinantes foram transferidos para a Seventeen e o site continuou brevemente como um site de notícias no estilo fofoca. Rubenstein havia subido para dirigir a Seventeen dois anos antes do fim; sua marca de porta de entrada foi incorporada ao título que ela vinha editando.
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