Anúncios de medicamentos orais para perda de peso foram proibidos no Reino Unido pela primeira vez. A Advertising Standards Authority (ASA) decidiu contra as farmácias online Simple Online Pharmacy e Pharmacy Online, que haviam anunciado tratamentos com GLP-1 oral por meio de anúncios em redes sociais e em seus sites — incluindo convites para as pessoas entrarem em listas de espera, registrarem interesse e fazerem pré-encomenda do tratamento. Três outras decisões se seguiram contra MedExpress, Juniper e Care Pharmacy por promoverem medicamentos sujeitos a prescrição ao público, mesmo sem nomear qualquer produto.

O anúncio da Simple Online Pharmacy, visto em 1º de junho, promovia tratamentos com GLP-1 oral antes de qualquer medicamento desse tipo ter sido autorizado no Reino Unido — ele convidava as pessoas a "entrar na lista de espera" para um novo tratamento oral de controle de peso, e o primeiro comprimido de GLP-1 oral só foi licenciado como sujeito a prescrição em 11 de junho. Medicamentos precisam ser autorizados pela MHRA antes da promoção, e, uma vez licenciados como sujeitos a prescrição, não podem ser anunciados ao público. Os anúncios proibidos da Pharmacy Online — um pop-up de "pré-encomenda" do comprimido oral de Wegovy, além de anúncios pagos em redes sociais — foram veiculados após o licenciamento e cruzaram essa linha.

A ASA classificou as decisões como parte de uma ação mais ampla contra anúncios irresponsáveis de perda de peso e alertou os anunciantes para avaliarem a impressão geral de um anúncio: sua pesquisa constatou que as pessoas não precisavam de um produto nomeado para saber que um anúncio vendia medicamento para perda de peso. Catherine Drewett, gerente de investigações da ASA, disse que o licenciamento dos GLP-1 orais traz "novos desafios para os reguladores" e deixa claro que esses medicamentos orais, assim como as injeções, não podem ser anunciados ao público. Julian Beach, da MHRA, concordou: "Não é permitido estimular a demanda do consumidor por um novo medicamento sujeito a prescrição."

Cinco anúncios proibidos; nenhuma multa — a ASA não tem poder de aplicar multas, mas as decisões estabelecem o marco de que os GLP-1 orais, assim como as injeções, não podem ser anunciados ao público.

O mecanismo da lista de espera tratou um medicamento não licenciado como produto de consumo — gerando demanda por um comprimido que não tinha autorização de comercialização no Reino Unido quando o anúncio foi veiculado.

Os pop-ups de pré-encomenda após o licenciamento cometeram o mesmo erro um passo adiante: sujeito a prescrição significa nunca anunciado ao público, seja qual for a forma como é apresentado.

As três decisões contra anúncios sem produto nomeado mostram que os reguladores julgam a impressão geral, não tecnicalidades — "as pessoas não precisavam ver um produto nomeado".

A ASA sinalizou monitoramento contínuo com a MHRA e a GPhC, de modo que as decisões são o início da fiscalização, não um caso isolado.

Um novo formato de medicamento não é uma nova regra: o status de sujeito a prescrição acompanha a molécula até os comprimidos, e "entrar na lista de espera" também é promoção — os reguladores julgam a impressão, não as letras miúdas.

A ASA disse que continuaria monitorando anúncios e tendências emergentes para os medicamentos, trabalhando em estreita colaboração com a MHRA e o General Pharmaceutical Council. O material não relata penalidades além das proibições.

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As fontes

  1. Watchdog bans first ads for oral weight loss medicines The Independent · independent.co.uk ·