Em 24 de fevereiro de 2021, o Serviço de Supervisão Financeira da Coreia do Sul ordenou que o Woori Bank e o Industrial Bank of Korea compensassem os investidores finais por pelo menos metade de seus danos no escândalo de venda irregular de ₩ 1,7 trilhão (US$ 1,5 bilhão) envolvendo o fundo hedge Lime Asset Management, responsabilizando os bancos por 'esforços insuficientes no exercício de seus deveres de proteger os investidores'.

No dia anterior, o Comitê de Conciliação de Disputas Financeiras do FSS ordenou reembolsos específicos: o Woori deve compensar um homem de 82 anos que buscava proteger seu principal em 78 por cento de seu investimento, congelado desde 2019, e reembolsar 68 por cento a um investidor corporativo do setor de fabricação de asfalto; o IBK deve reembolsar 65 por cento das perdas de um aposentado sem nenhuma experiência em investimentos que buscava um depósito a prazo.

O comitê constatou que as práticas de venda irregular dos bancos iam da manipulação da tolerância ao risco de um cliente à falha em explicar os riscos que os produtos carregavam. Os índices de compensação variam conforme a idade da vítima, sua experiência em investimentos e o grau de negligência na documentação do banco. O Woori havia vendido ₩ 270,3 bilhões em fundos Lime e o IBK, ₩ 28,6 bilhões; o comitê havia tratado de mais de 670 casos de vítimas.

A própria Lime congelou todos os seus ativos em 2019, alegando iliquidez, recusando pedidos de resgate de mais de 4.000 pessoas físicas e 580 empresas; constatou-se que operou um esquema Ponzi, deturpou o desempenho e agiu em conluio com os vendedores para ocultar perdas. Sua licença foi revogada em dezembro de 2020, e em janeiro de 2021 o ex-diretor de investimentos Lee Jong-pil foi condenado a 15 anos e multado em ₩ 4 bilhões. A KB Securities, que vendeu ₩ 58 bilhões, havia sido ordenada em dezembro a reembolsar 40–80 por cento do principal dos clientes.

Woori responsável por pelo menos 55% das perdas em ₩ 270,3 bilhões em fundos Lime vendidos; IBK por pelo menos 50% em ₩ 28,6 bilhões; uma vítima receberá 78% de volta.

Vender ₩ 298,9 bilhões em fundos Lime por meio de canais bancários colocou o risco de fundos hedge diante de clientes de varejo inadequados.

Manipular as avaliações de tolerância ao risco converteu a papelada de adequação em formalidade.

Um homem de 82 anos em busca de proteção do principal e um aposentado que queria um depósito a prazo são perfis clássicos de venda irregular.

Os bancos lucram com comissões de distribuição, por isso os reguladores os responsabilizam pelo dever de explicar e triar.

Os bancos distribuidores herdam o colapso de tudo o que vendem: a triagem de adequação é a única defesa que ainda conta depois que um fundo congela resgates.

Woori, IBK e KB Securities haviam concordado com a compensação sob a conciliação final das autoridades antes que as perdas totais da Lime fossem definidas; as três estavam entre 19 vendedores de fundos Lime.

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As fontes

  1. Watchdog orders banks to compensate investors for damages from Lime misselling The Korea Herald · koreaherald.com ·