Em 1977, Miguel Krigsner, um imigrante boliviano, abriu uma pequena farmácia em Curitiba, no Brasil. Ele encomendou ingredientes farmacêuticos a um fornecedor. O fornecedor enviou essências de perfume por engano. Krigsner ficou com um carregamento que não podia usar para medicamentos.
Em vez de descartar as essências, Krigsner fez experimentos com elas. Criou fragrâncias e as vendeu na farmácia. Os perfumes foram um sucesso inesperado. Clientes que chegavam em busca de receitas médicas passaram a comprar as fragrâncias. O negócio paralelo da farmácia logo superava em vendas o negócio principal.
Krigsner mudou o rumo do negócio. Converteu a farmácia em uma loja de cosméticos e abriu a primeira franquia O Boticário em 1980. Em 1982, já havia aberto uma fábrica. A empresa cresceu rapidamente pelo Brasil, tornando-se a segunda maior marca de cosméticos do país.
O Boticário expandiu-se internacionalmente, chegando a mais de 40 países com 4.000 lojas. Em 2026, Miguel Krigsner detinha 80% da empresa, com um patrimônio líquido de US$ 6,8 bilhões. Uma farmácia tornou-se um império de cosméticos — tudo por causa de um carregamento errado.
Krigsner vendeu as essências como fragrâncias; os clientes adoraram, então ele mudou para os cosméticos, crescendo até 4.000 lojas.
Krigsner abriu uma farmácia em 1977 — um fornecedor enviou essências de perfume por engano em vez de ingredientes farmacêuticos, forçando-o a mudar para as fragrâncias
Os perfumes foram um sucesso inesperado entre os clientes — o carregamento errado tornou-se o produto que definiu o negócio
O Boticário cresceu de uma única farmácia para 4.000 lojas em mais de 40 países — a compra acidental lançou um império de cosméticos
A lição
Miguel Krigsner abriu uma farmácia. Um fornecedor enviou essências de perfume por engano. O carregamento errado tornou-se um império de cosméticos com 4.000 lojas.
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