A Chinese Estates Holdings era uma holding de investimentos listada em Hong Kong e controlada pelo bilionário Joseph Lau, também conhecido por sua condenação por suborno em Macau. A empresa era uma das maiores e mais antigas acionistas da China Evergrande Group, a incorporadora imobiliária chinesa em dificuldades.

Em 2021, à medida que a crise de dívida da Evergrande se aprofundava, a Chinese Estates vendeu 108,9 milhões de ações da Evergrande no mercado aberto entre 30 de agosto e 21 de setembro. As ações foram vendidas a um preço médio de HK$ 2,26 cada, gerando apenas HK$ 246,5 milhões — uma fração do que a empresa havia pago por elas ao longo de 12 anos de posições acumuladas.

As alienações resultaram em um prejuízo total de aproximadamente HK$ 1,38 bilhão (US$ 170 milhões). A Chinese Estates anunciou posteriormente planos de cancelar seu registro na Bolsa de Valores de Hong Kong, citando a necessidade de reestruturação após o enorme prejuízo com o investimento.

O caso exemplificou os perigos da exposição concentrada a uma única ação em um investimento com parte relacionada. A fortuna pessoal de Joseph Lau também foi duramente atingida pelo colapso da Evergrande, com estimativas de que suas perdas totais relacionadas à Evergrande chegaram a US$ 2 bilhões, incluindo participações pessoais.

Vendeu 108,9 milhões de ações a HK$ 2,26 cada, registrando um prejuízo de HK$ 1,38 bilhão e encerrando a relação, e depois cancelou seu registro para se reestruturar.

A Chinese Estates manteve uma posição massiva e concentrada em ações da Evergrande por mais de uma década — uma aposta em uma única ação que funcionou até a crise imobiliária chinesa atingir.

Quando a crise de dívida da Evergrande eclodiu em 2021, as ações desabaram e a Chinese Estates foi forçada a vender por uma fração mínima do preço de compra.

A empresa não tinha estratégia de diversificação para suas participações na Evergrande, tratando um investimento com parte relacionada como reserva de valor de longo prazo em vez de um risco concentrado.

Uma aposta de 12 anos em uma única incorporadora não é um investimento — é uma aposta de que seu primo não vai falir. A Chinese Estates aprendeu que laços familiares não protegem contra uma crise imobiliária.

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As fontes

  1. Wikipedia — List of trading losses en.wikipedia.org
  2. EdgeProp — Chinese Estates cuts losses after 12 years as Evergrande's biggest ally edgeprop.sg
  3. MarketScreener — Chinese Estates Offloads More Evergrande Shares Worth $146 Million marketscreener.com