O Airbus A380, a maior aeronave de passageiros do mundo, foi uma aposta de US$ 25 bilhões de que o futuro da aviação seria o modelo hub-and-spoke: os passageiros voariam em superjumbos gigantes de 550 assentos entre grandes hubs. O A380 era uma maravilha da engenharia — uma aeronave de dois andares e quatro motores capaz de transportar mais passageiros do que qualquer outro avião.
Mas o mercado seguiu na direção oposta. As companhias aéreas preferiram jatos bimotores eficientes (Boeing 787, Airbus A350), capazes de voar rotas ponto a ponto de forma lucrativa, sem precisar encher 550 assentos. O A380 era grande demais para a maioria das rotas, caro demais para operar e dependente demais de aeroportos hub com a infraestrutura necessária para recebê-lo.
A Airbus entregou apenas 251 A380s, muito abaixo dos mais de 1.200 que havia projetado. A Emirates foi o único grande cliente. A produção terminou em dezembro de 2021. O caso ilustrou como um triunfo da engenharia pode ser um fracasso comercial quando o produto resolve um problema que o mercado não tem, e como um investimento de US$ 25 bilhões não consegue superar uma leitura equivocada da direção do mercado.
A Airbus construiu o A380 de 550 assentos para o modelo hub-and-spoke, mas as companhias aéreas escolheram jatos bimotores; apenas 251 entregues contra mais de 1.200 projetados, com o fim da produção em 2021.
A Airbus apostou US$ 25 bilhões no modelo hub-and-spoke; o mercado migrou para o ponto a ponto com jatos bimotores eficientes.
O A380 era grande demais para a maioria das rotas e caro demais para operar com lucro.
Apenas 251 foram entregues, muito abaixo dos mais de 1.200 projetados.
A produção terminou em 2021; a Emirates foi o único grande cliente.
A lição
Uma maravilha da engenharia não é uma necessidade de mercado. O A380 foi o maior avião de passageiros já construído, e o mercado queria jatos menores. A pergunta de US$ 25 bilhões era 'as companhias aéreas vão voá-lo?'
O A380 foi aposentado pela maioria das companhias aéreas durante a pandemia. A Airbus voltou o foco para as famílias A350 e A320neo. O caso é citado como o exemplo definitivo de como uma leitura equivocada da direção do mercado pode transformar um triunfo da engenharia em um fracasso comercial.
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