Rene Benko, natural de Innsbruck, que ascendeu de reformas de sótãos de luxo a bilionário favorito do brilho na Áustria, coroou sua carreira com a maior falência da história corporativa austríaca. A Signa, que anunciou participações no valor de 27 bilhões de euros, com 25 bilhões de euros em projetos em desenvolvimento, solicitou autoadministração no início de dezembro de 2023, depois que Benko foi afastado de seus cargos restantes no início daquele mês.

O império abrangia participações no Chrysler Building, em Nova York, no KaDeWe, em Berlim, e na Selfridges, em Londres — que detém parte da Brown Thomas e da Arnotts —, construído sobre um modelo de separação de imóveis desejáveis de empresas varejistas frequentemente em dificuldades. Quando o dinheiro parou, a fórmula se inverteu: a parceira Central Group, da Tailândia, rapidamente assumiu o controle da Selfridges, mas as participações centrais da Signa na Áustria e na Alemanha mergulharam em incerteza.

Em seu rastro, o grupo deixou edifícios inacabados em locais emblemáticos de Hamburgo, Berlim e Munique, dezenas de fechamentos de lojas e profunda incerteza em torno das redes de lojas de departamento Kaufhof e Karstadt, fusionadas. As reações em cadeia da insolvência continuaram no dia seguinte, com a SportScheck, varejista esportiva de rua da Signa, também pedindo insolvência.

Maior falência da história corporativa austríaca; edifícios inacabados em três cidades; dezenas de fechamentos de Kaufhof e Karstadt; insolvência da SportScheck em seguida

O modelo — possuir o imóvel principal, alugá-lo para uma empresa varejista em dificuldades — dependia de valorizações crescentes e refinanciamentos sem fim.

As operações de varejo (KaDeWe, Karstadt, Kaufhof, SportScheck) carregavam a visibilidade do império, mas não sua solvência, e caíram primeiro quando o apoio cessou.

A retirada gradual de Benko ao longo de 2023 sinalizou aos credores o fim do jogo, acelerando o aperto em vez de contê-lo.

Separar imóveis de prestígio das empresas em dificuldades que neles operam funciona até o financiamento parar — então o imóvel está bem e o império ao seu redor desmorona.

O pedido de autoadministração desencadeou reações em cadeia por toda a Europa continental: projetos emblemáticos inacabados, filas de credores em todo o mundo germanófono e a parceira Central Group tomando as joias da coroa — a Selfridges e, com ela, a Brown Thomas e a Arnotts —, enquanto as próprias unidades de varejo da Signa se preparavam para a insolvência.

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As fontes

  1. Fall of former Brown Thomas and Arnotts owner continues with self-administration move The Irish Times · irishtimes.com ·