Em 16 de abril de 2026, o CEO da Condé Nast, Roger Lynch, anunciou que a empresa encerraria as operações editoriais da Glamour na Alemanha, Espanha e México. A decisão fez parte de uma reestruturação mais ampla que também fechou completamente a revista SELF e retirou a WIRED Itália da atividade editorial.

Em um memorando ao pessoal, Lynch afirmou que os veículos afetados, em conjunto, 'representam pouco mais de 1% da nossa receita total' e 'continuam não lucrativos'. Acrescentou que mantê-los em operação 'limita nossa capacidade de investir nas ideias e áreas que impulsionarão o crescimento futuro'. A Glamour se concentraria nos mercados dos Estados Unidos e do Reino Unido, com foco em redes sociais, vídeo, comércio e licenciamento.

Os fechamentos marcaram o fim de uma presença de décadas nas bancas europeias. A Glamour Alemanha era publicada desde 1995, a Glamour Espanha desde 1999 e a Glamour México desde 2000. A revista havia se tornado uma das marcas mais distribuídas internacionalmente da Condé Nast, mas a empresa considerou que as edições impressas em mercados menores já não conseguiam se sustentar.

A Condé Nast as fechou, mantendo apenas as edições dos Estados Unidos e do Reino Unido, porque o 1% de receita que geravam não justificava seus custos.

A Condé Nast manteve edições impressas não lucrativas em toda a Europa e América Latina por anos sem reestruturá-las — o memorando do CEO as classificou como não lucrativas e afirmou que limitavam o investimento.

A escolha de encerrar em vez de vender mostra que a economia das revistas impressas de moda em mercados de porte médio já não funcionava em nenhuma escala.

A Glamour tinha forte valor de marca, mas a empresa não conseguiu adaptar suas edições internacionais ao consumo digital, deixando-as dependentes da publicidade impressa em declínio.

Um portfólio de edições impressas não lucrativas em mercados de porte médio não se torna lucrativo com o tempo. Quando a transição digital nunca acontece, a única questão é quem as cancela primeiro.

A Condé Nast consolidou a Glamour nos Estados Unidos e no Reino Unido, migrando para redes sociais, vídeo, comércio e licenciamento. A revista SELF foi fechada completamente. A WIRED Itália deixou a atividade editorial. A empresa afirmou que o primeiro trimestre de 2026 superou tanto as metas de receita quanto as de lucratividade, enquadrando os cortes como disciplina estratégica e não como dificuldade financeira.

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As fontes

  1. A Memo from CEO Roger Lynch: Brand and Technology Updates — Condé Nast condenast.com
  2. Conde Nast Shrinks: Publisher Is Closing 'Self' And Several 'Glamour' Editions — MediaPost mediapost.com
  3. Condé Nast Shutters Self Magazine; Glamour Editor-in-Chief Sam Barry Departs — Business of Fashion businessoffashion.com