Em setembro de 2025, o comentário de Jimmy Kimmel em seu monólogo sobre a reação política à morte de Charlie Kirk enfureceu telespectadores conservadores, e o presidente da FCC, Brendan Carr — falando em um podcast — ameaçou intervenção regulatória caso as emissoras não agissem. Em vez de ignorar a ameaça, a Disney fez a ABC retirar o Jimmy Kimmel Live! da grade "por tempo indeterminado".

A suspensão alarmou quase todo o resto: o Writers Guild fez piquete na sede da Disney, uma comissária democrata da FCC chamou a medida de "capitulação corporativa covarde", e celebridades — Tatiana Maslany e, depois, centenas de atores, incluindo Tom Hanks, Robert De Niro e Jennifer Aniston — apoiaram pedidos de cancelamento do Disney Plus, do Hulu e do ESPN. Dias depois, a Disney reverteu a decisão e Kimmel voltou — reacendendo a direita, com chamados de boicote de influenciadores. Dezenas de afiliadas da Sinclair e da Nexstar continuaram a não exibir o programa, e o presidente Trump ameaçou "testar a ABC".

Em meio a esse incêndio, a Disney anunciou um aumento de preço do Disney Plus com efeito a partir de 21 de outubro de 2025 — o plano com anúncios de US$ 9,99 para US$ 11,99 por mês, e o sem anúncios de US$ 15,99 para US$ 18,99. Foi o segundo aumento consecutivo em outubro, somado a uma repressão ao compartilhamento de senhas. Como o The Verge resumiu: se a situação de Kimmel não levou as pessoas a cancelar a assinatura, mais um aumento de preço bem poderia levar.

Chamados de boicote dos dois lados políticos, cancelamentos públicos de assinaturas e um aumento de preço do Disney Plus chegando em meio à indignação.

A Disney cedeu à pressão de um regulador em vez de resistir — a própria suspensão criou a crise nos dois flancos.

A reversão dias depois converteu uma indignação em duas, dando a cada lado a prova da vitória do outro.

O aumento de preço — após um reajuste em outubro de 2024 e uma repressão ao compartilhamento de senhas — deu aos clientes irritados uma ação concreta e imediata de saída.

O churn de um negócio de assinaturas acompanha sua reputação em tempo real, e as redes sociais tornaram os cancelamentos um protesto visível e compartilhável.

Ceder não compra paz — compra uma segunda briga com o outro lado, então nunca empilhe um aumento de preço em cima de uma crise de credibilidade em aberto.

Kimmel voltou à ABC na noite de terça-feira, com o apresentador chamando a ameaça de Carr de "uma violação direta da Primeira Emenda", enquanto dezenas de afiliadas da Sinclair e da Nexstar continuavam a não exibir o programa. O aumento de preço entra em vigor em 21 de outubro de 2025.

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As fontes

  1. Disney sure picked a terrible time to raise prices The Verge · theverge.com ·