Em 2017, a Airtel combinou suas operações em Gana com as da Millicom para criar a AirtelTigo. O Business Insider Africa descreveu posteriormente o negócio combinado como terceiro colocado, atrás da MTN e da Vodafone, e informou que a Airtel considerava consolidação ou saída onde estivesse fora das duas primeiras posições. Esse ranking explica o limiar estratégico declarado; por si só, não estabelece por que ocorreu cada prejuízo operacional. [4]

Em 27 de outubro de 2020, a Airtel anunciou a aprovação pelo conselho de um acordo para transferir a AirtelTigo ao governo de Gana, incluindo clientes, ativos e passivos acordados. Afirmou que as discussões comerciais estavam avançadas — não que a transferência já tivesse sido concluída. A Airtel descreveu sua própria participação como 49,95% sem controle. [1]

O comunicado da Airtel de 2020 identificou INR 1.841 milhões como encargo de impairment. Isso equivale a INR 1,841 bilhão, ou 184,1 crore: três formas de expressar o mesmo valor em rúpias. Não é evidência de que o governo tenha pago esse montante pela empresa. O comunicado não o rotulou como contraprestação de venda. [1]

Separadamente, o anúncio do acordo pela Millicom em abril de 2021 dizia que ela assumiria um encargo de US$ 25 milhões. Essas foram divulgações de parceiros diferentes em datas diferentes, não estimativas intercambiáveis do preço de compra pago pelo governo. A Millicom não divulgou os detalhes financeiros da transação naquele anúncio. [2]

Uma fusão pode aumentar a escala sem alcançar a posição de mercado que seus proprietários desejavam. A reportagem da época colocou a AirtelTigo abaixo do limiar das duas primeiras posições que a Airtel havia descrito e relatou quatro trimestres consecutivos de prejuízo. Essas observações sustentam uma questão sobre o ajuste estratégico da fusão, não uma regra universal de que operadoras em terceiro lugar não possam ter sucesso. [4]

Um impairment reconhece uma redução contábil; um acordo de transferência estabelece uma transação. Nenhum dos dois deve ser lido como prova de que uma venda foi concluída ou como medida isolada de todo o caixa gasto para sair do negócio.

Mantenha quatro medidas separadas: posição competitiva, resultados operacionais, valor contábil do investimento e obrigações de caixa vinculadas a uma saída. Um negócio que resolve um problema de propriedade ainda pode deixar obrigações a liquidar.

Mantenha também uma linha do tempo dos eventos. Aprovação do conselho, acordo definitivo e conclusão podem estar separados por meses. Comparar casos como se os três tivessem ocorrido na data do primeiro anúncio produz conclusões enganosas sobre velocidade, custo e resultados realizados.

A Millicom anunciou um acordo definitivo de transferência em 19 de abril de 2021, afirmando que a conclusão permanecia sujeita a condições de fechamento, incluindo aprovações regulatórias. Isso ocorreu após o anúncio de saída de 2020. [2]

Um documento posterior da Millicom registra 13 de outubro de 2021 como a data de fechamento da alienação. Também afirma que cada parceiro se comprometeu com até US$ 37,5 milhões para determinadas linhas de crédito bancárias locais como condição de fechamento. Essa obrigação é separada do impairment da Airtel em 2020 e não deve ser silenciosamente somada a ele como se ambos fossem o preço de compra em caixa pago pela mesma parte. [3]

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As fontes

  1. Airtel to exit the Ghanaian telecom market Bharti Airtel · assets.airtel.in ·
  2. Millicom signs agreements to conclude Africa divestiture program Millicom / GlobeNewswire · globenewswire.com ·
  3. Millicom Form6-K, February2023:disposals2021—Ghana Millicom / U.S. Securities and Exchange Commission · sec.gov ·
  4. Ghanaian government to buy AirtelTigo as Bharti Airtel exits Business Insider Africa · africa.businessinsider.com ·